A Spiritual Life, the Co-operative Business Model, Green Business, NGOs, the World Social Forum, Solidarity Economics, and Scandanavian pro-Labor Social Democracy are among existing practices which offer an alternative to the prevailing destructive corporate and campaign finance models. Here, I invite people to explore Grassroots Sustainability and Social Responsibility through Social and Ecological Political Economics. The spiritual basis of this discussion is essential.
Wednesday, November 12, 2014
Pantanal a Energia: Atualizacoes de WWF e Greenpeace
Dia do Pantanal: WWF-Brasil alerta para a importância da conservação das cabeceiras do Pantanal
1 0 1
12 Novembro 2014 | 0 Comments
“Em ambos os lados da estrada de pista simples, a paisagem se estende em um mosaico de pastagens alagadas e retalhos de densa vegetação. Está anoitecendo e o céu parece uma revolução de dourados e vermelhos. Um casal de araras aponta sobre nossas cabeças, num flash de vermelho e azul, em contraste com as copas verdes escuras das árvores”.
O trecho acima é parte da reportagem “Pantanal: Ativistas lutam para preservar intactas as planícies alagadas do Brasil”, produzida pelo jornal britânico The Telegraph e que o WWF-Brasil disponibiliza em português no link ao lado para marcar o Dia Nacional do Pantanal, comemorado hoje, 12 de novembro. Resultado de expedição organizada em parceria com o WWF-Reino Unido e o Programa HSBC pela Água, a matéria foi publicada no dia 11 de setembro e destacaa viagem pela qual o jornalista inglês Mick Brown e a fotógrafa Anastasia Taylor-Lind percorreram 1.400 quilômetros no estado Mato Grosso, no período de 26 a 31 de maio.
“Expedições como essa são parte do esforço do WWF-Brasil em alertar sobre as ameaças e desafios que rondam o Pantanal. Manter a sociedade informada é uma forma de angariar apoio para que os setores públicos e privados tomem medidas efetivas para a conservação do bioma”, afirma o coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas, que também participou da viagem e é um dos entrevistados da reportagem.
Maior área úmida continental do planeta, o Pantanal ocupa parte dos estados brasileiros do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e estende-se pela Bolívia e Paraguai. A região abriga uma impressionante diversidade de flora e fauna, com pelos menos 4.700 espécies catalogadas, sendo 3.500 plantas, 565 aves, 325 peixes, 159 mamíferos, 98 répteis e 53 anfíbios.
Além do encantamento pela região, a reportagem também retrata as ameaças que colocam em risco a conservação ambiental do Pantanal e a manutenção do estilo de vida pantaneiro. “Agricultura intensiva, desmatamento, poluição industrial e a demanda de uma população em crescimento por água e energia estão colocando em perigo as águas que formam o Pantanal: nascentes, afluentes e rios que lhe dão vida”, escreveu Brown.
Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal - Com depoimentos de diversos atores locais, de prefeitos a vaqueiros, a matéria constata o impacto do desenvolvimento não-sustentável na área. “Eu tenho 57 anos e me considero velho. Mas estou preocupado com os jovens que não vão ter como sobreviver nessa região e vão ter de ir embora. Rio acima, as pessoas não se importam com o rio, e aqui a gente paga o preço”, afirma João, pescador citado na reportagem que vive nos arredores de Poconé e tira seu sustento do rio Cuiabá.
O “rio acima” apresenta o maior risco ecológico na região. É no planalto mato-grossense que estão as cabeceiras do Pantanal. “Trata-se de um conjunto de nascentes e afluentes que são responsáveis pela função hidrológica de todo o sistema das áreas úmidas. A região funciona como uma caixa-d’água que abastece diretamente a parte baixa”, explica Glauco de Freitas.
Reverter a degradação da região de planalto é o foco do trabalho do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal. Um projeto do WWF-Brasil, apoiado pelo Programa HSBC pela Água, que busca melhorar o gerenciamento de recursos hídricos e proteger quatro grandes afluentes da região - os rios Alto-Paraguai, Sepotuba, Jauru e Cabaçal, que são responsáveis por até 30% do fluxo de água que desce ao Pantanal..
O objetivo do projeto, também destacado na reportagem do The Telegraph, é que até 2017 pelo menos 25 municípios da bacia, produtores, empresas e entidades locais assinem o Pacto e se comprometam com práticas sustentáveis em diferentes setores. Em nove meses de trabalho, 72 instituições, incluindo grupos de pescadores, produtores locais, frigoríficos, entre outros, já assinaram cartas de intenção de apoio ao Pacto.
“Água é tudo para o Pantanal. Nós precisamos do engajamento de todos os setores da sociedade fazendo-os compreender que cuidar do seu recurso hídrico não beneficia apenas suas atividades cotidianas, mas também provê uma base para uma indústria saudável no longo prazo”, citou Freitas na reportagem.
Durante a expedição, o grupo visitou o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, os campos agrícolas da estrada entre a Chapada e Campo Verde, Poconé, Cáceres, Reserva do Cabaçal, São José dos Quatro Marcos, Barra do Bugres, Tangará da Serra e Cuiabá, todas as localidades no estado de Mato Grosso, e boa parte delas na região abrangida pelo Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.
WWF-Brasil no Pantanal
O WWF-Brasil apoia projetos de conservação na região há 16 anos. O trabalho consiste na realização de estudos de impacto sobre o uso do solo e mudanças climáticas, além do cálculo da Pegada Ecológica e monitoramento da cobertura vegetal. a organização também ajuda a conservar as nascentes, a recuperar áreas degradadas e a estimular a produção sustentável de carne com a promoção de boas práticas para o fortalecimento da pecuária orgânica certificada, entre diversos outros projetos.
O trabalho do WWF-Brasil, na região, é realizado por meio de dois Programas: Cerrado Pantanal e Água para Vida. No bioma, a estratégia de conservação é, ainda, compartilhada com o WWF-Bolívia e o WWF-Paraguai. O trabalho desenvolvido tem promovido ações mais efetivas na conservação do bioma que buscam envolver a conservação e a proteção dos ecossistemas aquáticos, o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, o planejamento sistemático do território e o desenvolvimento de hábitos responsáveis de consumo.
Dia do Pantanal – Criado em 2008, o Dia Nacional do Pantanal tem como objetivo incentivar a conservação da biodiversidade pantaneira e valorizar a sua importância para o meio ambiente, ao mesmo tempo que alerta para o grau de vulnerabilidade do bioma e envolve toda a sociedade em sua defesa.
Iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o apoio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do movimento ambientalista, o dia 12 de novembro foi escolhido para homenagear o ambientalista e jornalista Francisco Ancelmo de Barros, conhecido como Francelmo, que durante 25 anos dedicou-se à luta pela preservação do Pantanal. No dia 12 de novembro de 2007, durante uma manifestação no centro de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Francelmo ateou fogo no próprio corpo para protestar contra a instalação de usinas de álcool no Pantanal.
WWF-Brasil participa de forum para mulheres em Sorriso (MT)
0 0 New
11 Novembro 2014 | 0 Comments
Pelo quarto ano consecutivo, o Clube Amigos da Terra de Sorriso (CAT) e o Sindicato Rural de Sorriso realizam o IV Fórum Construindo um Futuro Melhor destinado exclusivamente às mulheres, em especial aquelas do Médio-Norte de Mato Grosso que participam ativamente de entidades representativas na região. O encontro ocorre amanhã (12), a partir das 13h, em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá (MT).
O tema deste fórum é “Mulheres Construindo Sonhos” e irá debater temas como administração pessoal, organização do tempo, além de apresentação de cases de sucesso e resultados de projetos que possuem a mulher como peça fundamental no agronegócio.
O WWF-Brasil é parceiro do CAT e estará presente no evento para mostrar os resultados alcançados no projeto “Gente que Produz e Preserva (GPP)”, que teve início há um ano e tem como principal objetivo fomentar a produção de soja certificada RTRS (Round Table on Responsible Soy), em Sorriso, o maior município produtor do mundo. A analista de Conservação do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF, Cynthia Cominesi, fará a apresentação e avaliação do GPP. “A intenção do projeto em apoiar o Fórum é engajar as produtoras rurais da região na produção da soja sustentável mostrando que tudo feito com planejamento é possível de ser realizado”, afirma ela.
Gente que Produz e Preserva (GPP)
Desenvolvido em parceria com o CAT, o grupo Bel, IDH (The Sustainable Trade Initiative), Solidaridad e o Instituto Centro de Vida (ICV), o projeto realiza diversas oficinas, reuniões e ações de engajamento para o envolvimento dos sojicultores.
Em uma primeira fase, o projeto desenvolveu atividades com o grupo de mulheres da Associação Produtiva da Poranga a fim de estimular a reativação da associação. No início de junho, o projeto levou até Sorriso uma consultora do Sebrae para uma palestra sobre elaboração do Plano de Negócios para o grupo da Poranga.
O resultado foi a realização de novas eleições e a formação de uma nova diretoria composta por mulheres do assentamento Jonas Pinheiro ligadas à agricultura familiar. Esse trabalho realizado com essas produtoras é apenas uma das atividades desenvolvidas pelo Gente que Produz e Preserva junto a outro projeto do CAT e do Sindicato Rural de Sorriso, o “Mulheres do Campo”. Com esse auxílio, as associadas, que ficaram praticamente três anos sem produzir, puderam estabelecer metas de trabalho e definir um seguimento de produção de uma forma mais organizada e planejada.
O projeto também realizou ações com a agricultura em grande escala na região. Em maio, o Gente que Produz e Preserva participou do 3º Encontro Regional de Sistemas de Produção com um stand onde o projeto foi apresentado e divulgado aos produtores locais. Como fruto dessa participação, o projeto alcançou o engajamento de mais dez produtores e até agora temos um total de 20.050 hectares de soja.
A partir do segundo semestre, em parceria com o ICV, o projeto iniciou o mapeamento e o diagnóstico destas propriedades com relação à certificação RTRS para implementação de boas práticas de manejo para uma produção mais sustentável.
Água Brasil capacita produtores em boas práticas agropecuárias no interior de São Paulo
1 0 1
10 Novembro 2014 | 1 Comment
Joanópolis é um município do Estado de São Paulo, localizado a 115 km da capital paulista, com pouco mais de 10 mil habitantes. Situada na Serra da Mantiqueira, é daquelas típicas cidades do interior com uma linda praça e um coreto, onde as pessoas se reúnem no final de tarde.
É nesta pequena cidade que o Programa Água Brasil, projeto do Banco do Brasil em parceria com o WWF-Brasil, escolheu para desenvolver um trabalho de conservação da bacia dos rios Cancã (Joanópolis) e Moinho (Nazaré Paulista), com a ajuda de produtores rurais da região.
No início de outubro, foi realizada mais uma capacitação de boas práticas agropecuárias e agroecológicas com produtores rurais das comunidades locais, representantes da prefeitura da cidade e de instituições locais.
Em dois dias de oficina foram discutidos os sistemas agropecuários mais utilizados na região, como: fruticultura; horta orgânica; Sistema Agroflorestal (SAF); Pastoreio Voisin; conservação do solo; e políticas públicas. Por meio de dinâmicas em grupo, os participantes levantaram as vantagens e desvantagens de cada prática assim como oportunidades e desafios para os produtores locais e, principalmente, os órgãos públicos.
Para Diogo Versari, analista de conservação do Programa Água Brasil, trabalhos como esse são extremamente importantes para um processo de construção coletiva. “Nosso objetivo é que a população entenda seu papel na cadeia de resultados que estamos desenhando juntos, afinal eles são peça fundamental e indispensável para que consigamos realizar nosso trabalho com sucesso”, disse.
No segundo dia, fomos conhecer as quatro Unidades Demonstrativas (UDs) do Programa e avaliar a evolução das práticas agroecológicas implantadas em 2010.
Para o produtor rural Orlando Fernandes da Silveira, a falta de informação é um dos principais motivos da destruição da natureza na região. “Sem dúvida, o ser humano ajudou a secar o rio. Como não tínhamos conhecimento, trabalhamos de forma errada e acabamos desmatando para fazer pasto. Agora, precisamos recuperar o estrago”, lamentou.
A oficina, além de bastante produtiva, foi uma ótima oportunidade para compartilhar experiências na teoria e na prática e avaliar os resultados e os pontos de melhoria de cada sistema. Todas as informações levantadas nas discussões serão inseridas em uma cartilha de boas práticas, que será distribuída para todos os produtores, instituições e órgãos públicos da cidade.
Flávio Quental, analista de conservação do Programa Água Brasil, enfatiza a importância do programa para a preservação do meio ambiente. “Somos seres indissociáveis da natureza. Quando a conservamos, estamos também conservando a nós mesmos. O Água Brasil tem esse único objetivo: disseminar boas práticas e conscientizar a população”, finalizou.
Água Brasil em Joanópolis
As bacias hidrográficas dos rios Cancã e Moinho concentram a produção agrícola e pecuária em pleno bioma da Mata Atlântica. O Programa Água Brasil atua na região para suprir a demanda de água para o abastecimento público da grande São Paulo, conciliando ações de restauração ecológica e conservação de fragmentos florestais, com a produção de alimentos.
Má notícia pode virar pesadelo
Notícia - 7 - nov - 2014
Últimos dados do sistema de alerta Deter apontam tendência de crescimento do desmatamento da Amazônia
zoom
Flagra de área desmatada próxima a Santarém, no Pará. (Imagem: ©Otavio Almeida/Greenpeace)
O que foi má notícia no ano passado se anuncia antecipadamente como pesadelo para 2015: depois de vários anos de queda, o aumento no desmatamento da Amazônia pode se confirmar como tendência em 2014 (assim que a taxa oficial anual da derrubada de árvores na região para este ano for divulgada) e como grande desafio em 2015. Segundo a Folha de S.Paulo, em nota divulgada em seu site, sexta-feira, dia 7, os alertas de desmatamento na região aumentaram 122% em agosto e setembro passados, comparados com o mesmo período do ano anterior. Dados do Deter, diz a Folha, mostram alertas de desmatamentos num total de 1.626 km² de florestas nesses dois meses.
Agosto e setembro são os dois primeiros meses que comporão a taxa oficial de desmatamento em 2015. Por razões técnicas, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) monitora desmatamento entre agosto de um ano e julho do próximo, – o chamado “ano fiscal do desmatamento”. Os alertas são baseados em imagens de satélite que permitem análise rápida por serem mais leves, dada a baixa resolução das imagens, e compõem o Deter – o sistema de monitoramento em tempo real passado ao Ibama para auxiliar no combate a ilegalidades na floresta. Sendo assim, os meses de agosto e setembro de 2014 comporão os dois primeiros do “ano fiscal” de 2015.
Apesar de o sistema Deter ter um grau de imprecisão na medição, o crescimento nesses dois primeiros meses de apuração da taxa de desmatamento a ser considerada em 2015 é motivo para séria preocupação, explica Paulo Adario, estrategista sênior do Greenpeace para florestas. “O aumento dos números do Deter apontado pela Folha confirma uma tendência já apontada pelos dados da ONG Imazon e acende a luz vermelha. O dragão do desmatamento acordou.”
“Essa é uma má notícia para o governo, que vinha se beneficiando da imagem positiva criada pela queda no desmatamento, e para todos nós. O desmatamento da Amazônia é a principal contribuição do Brasil para a mudança climática. A floresta perde cada vez mais cobertura e nós sentimos a consequência dessa destruição para muito além das fronteiras da Amazônia, como na forte estiagem que seca as torneiras no Sudeste.”
Justiça nega recurso de Kátia
Notícia - 12 - nov - 2014
Supremo Tribunal Federal e Supremo Tribunal da Justiça negam pedido de recurso da senadora Kátia Abreu para ação sobre danos morais.
zoom
Em 2009, três ativistas do Greenpeace foram detidos no Senado após tentarem entregar à senadora Kátia Abreu (DEM-TO) uma faixa de Miss Desmatamento. (©Felipe Barra/Greenpeace)
“Miss Desmatamento”. Esta menção (pouco) honrosa estampada em uma faixa preta e amarela rendeu, em 2009, uma ação na Justiça por danos morais por parte da senadora Kátia Abreu ao Greenpeace Brasil. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal não aceitou o pedido de Kátia de revisão da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que foi favorável à organização.
Já no ano passado, o Tribunal de Justiça havia afirmado que não houve “abuso quanto ao exercício da liberdade de manifestação do pensamento, uma vez que o movimento promovido pelo Greenpeace (aprovação da MP da Amazônia) versa tão somente sobre fatos de indiscutível interesse público.”
Há cinco anos, três ativistas do Greenpeace tentaram entregar à senadora Katia Abreu a faixa de "Miss Desmatamento". Na época, ela era relatora da MP 458 (Medida Provisória), conhecida como "MP da Grilagem" por permitir a legalização da invasão de terras na Amazônia. A senadora e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), principal órgão representativo do agronegócio brasileiro, ingressou então com uma ação na Justiça pedindo indenização por danos morais.
De lá pra cá, a ação passou pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e a senadora Kátia pediu revisão da decisão ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Ambos negaram os recursos.
Em tempos em que o Brasil de Brasília, onde abundam os interesses obscuros, se contrapõe ao Brasil das ruas, em que a população clama pelo melhor uso de seus recursos, uma decisão como essa lembra a todos que a liberdade de expressão é uma das ferramentas mais poderosas dos cidadãos para questionarem o que está errado. Para o Greenpeace, Kátia Abreu protagoniza a defesa de um modelo de produção predatório e não-sustentável que estimula o desmatamento.
“A decisão da Justiça é histórica porque entende que, como senadora, Kátia Abreu precisa dar satisfação de sua atuação pública, podendo ser questionada por isso”, disse Cristiane Mazzetti, da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Trata-se de uma decisão que vai além do Greenpeace, é uma decisão sobre democracia.”
O Greenpeace é uma organização não-governamental independente, que atua em defesa do meio ambiente e da justiça social por meio de ações não-violentas como forma de jogar luz sobre questões que colocam em risco o interesse da sociedade brasileira e o bem-estar comum. É essa independência que permite cumprir a missão de expor crimes ambientais e de realizar denúncias.
Tapajós – a luta pelo rio da vida
Notícia - 10 - nov - 2014
Ameaçados por complexo hidrelétrico se capacitam para lutar contra o projeto. Governo desrespeita direito constitucional e desmarca encontro.
zoom
Mundurukus cantam e dançam na aldeia Waro Apompu (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
Ao saber da intenção do governo federal em construir um complexo de hidrelétricas ao longo da bacia do Tapajós, o movimento de resistência indígena Ipereg Ayu, formado por caciques, mulheres, jovens estudantes e guerreiros da etnia Munduruku, lançou um chamado para fazerem cumprir o direito à consulta prévia, livre e informada garantido pela Constituição brasileira e pela Convenção 169 da OIT, Organização Internacional do Trabalho.
A convenção estabelece que os povos que tenham seu patrimônio físico e cultural ameaçados por grandes empreendimentos hídricos tenham acesso a todas as informações sobre os impactos do projeto e que sua opinião seja ouvida em sua língua de origem, quando e onde quiserem, por representantes do governo. Antes mesmo do início do licenciamento das obras.
A lei, entretanto, vem sendo desrespeitada pelo governo brasileiro ao longo de sua história. Para citar exemplos recentes, as populações atingidas pela construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio (rio Madeira), ou Belo Monte (rio Xingu), nunca foram consultadas.
Assim, dez organizações se uniram ao Ministério Público Federal do Pará para atender à solicitação do movimento, que nasceu a partir da compreensão de que o Tapajós livre é fundamental para a manutenção da vida e da cultura do povo Munduruku.
Durante uma semana, o diálogo “Consulta prévia, livre e bem informada: um direito dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia” ministrou oficinas sobre a Convenção 169 em três comunidades que vivem às margens do Tapajós, na Amazônia paraense. A intenção é que se capacitassem sobre este direito e formulassem um documento onde estabelecem de que forma querem ser ouvidos.
zoom
Na aldeia de Waro Apompu, no alto do rio Tapajós, 187 pessoas estiveram presentes, entre lideranças e representantes de 30 das 128 aldeias da região. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
zoom
Liderança Munduruku em capacitação sobre a Convenção 169 (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
“Vejo com preocupação essa compreensão da Amazônia como fonte inesgotável de desenvolvimento. Que desenvolvimento é esse, que não considera os povos da floresta? “Não queremos que se repita o caos social que se instalou em Altamira, com Belo Monte. Para onde vai a energia gerada por essas hidrelétricas?”, questiona Camões Boaventura, procurador da República do MPF-PA.
zoom
O procurador da República Dr. Camões Boaventura em oficina na aldeia Waro Apompu. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
Depois de dois dias de conversas e reuniões traduzidas do munduruku ao português, os participantes produziram uma proposta de protocolo de consulta na qual expressam formalmente como e quando devem ser consultados.
“Vamos dar até nossa última gota de sangue para que as barragens não sejam construídas. Vamos lutar como sempre fizemos”, sentenciava Paygo Muyatpu (Josias Manhuary), líder dos guerreiros Munduruku.
Índios e ribeirinhos: a mesma luta, o mesmo Tapajós
O segundo destino foi a comunidade de Mangabal, mais precisamente o povoado de Machado, onde uma das barragens está prevista para ser construída.
Dezenas de moradores de Montanha e Mangabal participaram das oficinas, comunidades que há tempos têm suas terras ameaçadas pelos interesses de grileiros, mineradoras e madeireiros. Há um ano, entretanto, tiveram seu território garantido como Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE).
zoom
Oficina em Machado (Projeto de assentamento agroextrativista de Montanha e Mangabal) (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
Muitos moradores dizem terem sido visitados pelo Diálogo Tapajós, projeto das empresas do consórcio interessado na construção do complexo hidrelétrico. Junto a guardas da Força Nacional, estes representantes teriam abordado e pressionado para que os moradores respondessem a um questionário, com assinatura no final, sob a ameaça de não serem ressarcidos, caso percam suas casas. “Quem é que não assina depois de ouvir isso? Não entendi nada, mas assinei”, justifica o agricultor Solimar dos Anjos.
“Já não houve consulta prévia, uma vez que o Governo Federal lançou edital para o leilão das hidrelétricas antes de ouvir qualquer grupo. Não foi livre, pois as famílias ribeirinhas já receberam visitas pressionadoras de consultores das empreiteiras interessadas no projeto. E não é informada, quando ninguém teve suas dúvidas esclarecidas”, pontua Dr. Camões.
zoom
Crianças da comunidade de Mangabal nadam nas águas livres do Tapajós. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
zoom
Mulheres se refrescam no entardecer de Mangabal depois de assistirem às oficinas. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
Em dois dias de oficinas, conversas, relatos e troca de experiências fortaleceram o sentimento de união das comunidades. Ao final do trabalho, a comunidade também finalizou sua proposta de protocolo de consulta. “Me sinto respaldada. Foi importante saber de nossos direitos, agora estamos mais unidos e confiantes na luta contra as barragens”, disse a ribeirinha Tereza Lobo.
A última etapa foi na Aldeia Praia do Mangue, na cidade de Itaituba, Médio Tapajós. Na área vivem cerca de 130 Mundurukus.
zoom
Caciques, lideranças e moradores da aldeia estavam prontos para ouvir, relatar e contribuir com o documento iniciado na aldeia Waro Apompu. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
“Minha aldeia será completamente alagada. A gente não dorme mais. Fico pensando no futuro, como vamos sobreviver? Aqui está a nossa história, o nosso cemitério. Vai acabar tudo”, lamenta Juarez Saw Munduruku, cacique de Sawré Muybu, a aldeia mais atingida, onde hoje vivem cerca de 150 pessoas.
zoom
Juarez Munduruku, cacique de Sawré Muybu, a mais afetada das aldeias. (©Greenpeace/Gabriel Bicho)
Encontro cancelado: desânimo e incerteza
Os documentos formalizados como resultado das oficinas, onde as populações estipulam, conforme a lei, como devem ser ouvidos, seriam entregues a representantes do governo federal em um encontro marcado para os dias 05 e 06 de novembro, na aldeia Sai Cinza, em Jacareacanga, Pará.
O Governo Federal, entretanto, mais uma vez desperdiçou a oportunidade de construir um processo democrático e inédito na história do País, dando continuidade a sua vexatória e desrespeitosa política social para com os povos tradicionais e indígenas. Às vésperas da data marcada, não só cancelou o encontro, como na declaração de Nilton Tubino, coordenador geral dos Movimentos do campo da Secretaria geral da presidência da República, afirmou que não atribui o direito de consulta prévia às comunidades ribeirinhas, por não se tratarem de população indígena.
Em recente petição, o MPF pede para que se cumpra a lei. “Que todas as comunidades tradicionais (sejam elas indígenas ou tribais) situadas na bacia hidrográfica em que se pretende a construção da UHE São Luiz do Tapajós, sejam consultadas, já que a Convenção nº 169/OIT já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal como uma norma de status supralegal”.
Em entrevista publicada hoje pela BBC, o chefe da Secretaria-Geral da presidência, o ministro Gilberto Carvalho, foi enfático: "Não abriremos mão de construir Tapajós".
Rio da Vida
Para os Munduruku, Tapajós significa “rio da vida”. Com 795 km de extensão, a imensa massa de água azul-esverdeada é o último rio que ainda permanece livre dos empreendimentos hidrelétricos na Amazônia.
Cerca de 120 aldeias tiram sua subsistência de suas águas e de seus afluentes. Ao lutarem pela preservação do rio, essas pessoas lutam também por suas vidas.
zoom
(©Greenpeace/Gabriel Bicho)
“Nós humanos ainda podemos ser consultados, mas e os peixes, os animais da floresta e as aves? Eles não têm como dar sua opinião”, analisa Kababi Muy’bu, (Ademir Kaba), antropólogo formado pela Universidade Federal do Pará.
Camões Boaventura resume um sentimento geral na região. “Vejo no olhar dos amazônidas o ressentimento em ter seus recursos naturais explorados para servir ao restante do País”.
Enquanto isso, as crianças de Waro Apompu, Machado e Praia do Mangue seguem nadando nas águas livres do Tapajós, onde as barragens pairam como ameaças cada vez mais próximas e reais.
Assista ao vídeo sobre as oficinas:
Vídeo:
Imagens/Edição: Fábio Nascimento
Reportagem e produção: Clarissa Beretz
Tradução: Honésio Munduruku
Coordenação: Danicley Aguiar
O diálogo “Consulta prévia, livre e bem informada: um direito dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia” é formado por integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e das organizações FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) , Artigo19, Tapajós Vivo, Movimento Xingu Vivo, International Rivers, Projeto Nova Cartografia Social, FAOR (Fórum da Amazônia Oriental), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Amazon Watch, além do Greenpeace Brasil e Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Fechando o cerco contra a madeira ilegal
7 comentários
Notícia - 10 - nov - 2014
Carregamento surpreendido pelo Greenpeace na Holanda na semana passada deve ser investigado pelas autoridades belgas
zoom
Ativistas holandeses surpreendem navio suspeito de carregar madeira ilegal (© Greenpeace/Bas Beentjes)
Na quinta-feira passada, ativistas do Greenpeace surpreenderam um navio que se aproximava do Porto de Roterdã, na Holanda, com madeira exportada pela serraria Rainbow Trading, denunciada por receber e comercializar madeira ilegal.
A madeira será inspecionada pela alfândega de acordo com a Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), que controla o comércio de espécies ameaçadas entre países signatários, como o Mogno e algumas espécies de Cedro. No entanto, não é competência da alfândega avaliar a origem da madeira.
Como o destino final dessa madeira é Antuérpia, na Bélgica, as autoridades competentes holandesas alegam não ser de sua responsabilidade realizar uma investigação, mas garantiram ao Greenpeace que irão entrar em contato com as autoridades belgas para assegurar que elas obtenham as informações necessárias sobre o carregamento para que possam acompanhar a chegada da madeira e aplicar a EUTR (European Union Timber Regulation) – legislação que proíbe a importação de madeira ilegal para o mercado europeu. As autoridades competentes holandesas disseram também que irão colaborar com as autoridades brasileiras para que tomem atitudes.
Ainda não foi possível confirmar os resultados sobre a inspeção da alfândega no Porto de Roterdã. No entanto, ela não traduz toda a preocupação do Greenpeace em relação à origem da madeira, mesmo esta não sendo espécie ameaçada. Apenas uma verificação no âmbito da EUTR poderia ter algum efeito para apreensão e investigação dessa madeira. Segundo nossas investigações, o navio carregava containers com Ipê, madeira nobre da Amazônia, para ser descarregada na Bélgica. Esse foi o terceiro carregamento indo da Rainbow para a Europa no ultimo mês.
“As empresas são obrigadas por lei a manter a madeira de alto risco fora do mercado da União Europeia. Comprar madeira de serrarias como a Rainbow Trading é o mesmo que descumprir a lei, já que sua origem foi contaminada por madeira ilegal. Essa madeira deve ser apreendida e investigada, e não vendida direto no mercado. As autoridades belgas devem assumir as suas responsabilidades e as empresas devem ter pleno controle de suas cadeias de abastecimento”, afirma Marina Lacôrte, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
As empresas europeias que estão comprando madeira amazônica da Rainbow Trading foram avisadas pelo Greenpeace de que estavam arriscando comprar madeira ilegal – independentemente da pilha de documentação oficial e papelada que acompanha essa madeira. Como o Greenpeace tem mostrado desde maio na Campanha Chega de Madeira Ilegal, a documentação oficial usada por madeireiros na Amazônia não serve para assegurar a origem da madeira e não garante sua legalidade. Embora oficias, esses documentos estão sendo usados para esquentar madeira ilegal.
Ativistas protestam em Israel
Ativistas do Greenpeace ocuparam hoje, em Tel Aviv, a Home Center, maior loja varejista do tipo “faça você mesmo” no país, que vende madeira de origem amazônica para decks. Eles se acorrentaram dentro da loja com faixas em que estava escrito: Salve a Amazônia e Pare a extração de madeira ilegal. 11 ativistas foram presos e em seguida liberados.
No início deste ano, a Home Center afirmou que todos os seus fornecedores são “verdes”, e que eles estão usando um método que permite que as árvores voltem a crescer depois de terem sido extraídas. No entanto, isso não existe. A Home Center continua a vender madeira da floresta amazônica, apesar de todas as denúncias sobre a exploração madeireira ilegal na região. Hoje, a empresa pediu uma reunião com o Greenpeace para discutir essa questão.
A investigação do Greenpeace de maio de 2014 revelou que a Home Center está vendendo madeira da Amazônia, em especial o Ipê, que se tornou uma das espécies mas usadas para a construção de decks. Segundo a investigação, o Ipê está sendo importado para o Home Center pela empresa Botvin, que tem dois principais fornecedores no Brasil: Ditzel e SM Maderias. Ambas essas empresas estão extraindo madeira do estado do Pará, onde quase 80 % de toda a exploração madeireira é ilegal. Além disso, em 2014, pelo menos seis dos fornecedores da Ditzels no Pará foram multados por comercializar madeira ilegal e tiveram sua atividade comercial suspensa.
Reportagens sobre Energia: concurso termina em 14/11
Notícia - 10 - nov - 2014
Greenpeace Brasil e Agência Pública premiam jornalismo investigativo de qualidade com bolsas de R$ 5 mil
zoom
(©Greenpeace/Carol Quintanilha)
Faltam cinco dias para o encerramento das inscrições para o concurso de microbolsas oferecido pelo Greenpeace Brasil e a Agência Pública de Jornalismo Investigativo. O tema escolhido é Energia e o subtemas são pré-sal e hidrelétricas.
As propostas de pauta devem ser enviadas até o dia 14 de novembro de 2014 através do formulário oficial e devem conter informações sobre a experiência do repórter, a pesquisa inicial e o plano de trabalho a ser executado.
Serão selecionadas 4 (quatro) pautas, duas sobre cada tema. Cada uma receberá uma microbolsa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para produção de reportagem investigativa, incluindo todos os custos.
Podem participar jornalistas profissionais, diplomados ou não, com comprovada experiência em realização de pautas de maneira independente.
As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora composta pelas diretoras da Agência Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, pela diretora de Comunicação e Mobilização do Greenpeace, Lisa Gunn, e pelo coordenador de Comunicação do Greenpeace, Bruno Weis.
Os jornalistas selecionados serão anunciados nos sites do Greenpeace e da Agência Pública no dia 19 de novembro.
Nos anos anteriores, três reportagens realizadas através de bolsas oferecidas pela Pública foram premiadas: “Severinas”, minidocumentário de Eliza Capai e finalista do Prêmio Gabriel García Marquez 2014; “Cadeias Indígenas na Ditadura”, reportagem de André Campos, e finalista do Prêmio Iberoamericano de Periodismo 2014; e “Dor em Dobro”, de Anna Beatriz dos Anjos, Gabriela Sá Pessoa e Natacha Corrêa, que ganhou neste ano o prêmio SindhRio de Jornalismo e Saúde.
“Foi uma satisfação profissional imensa ter sido recompensado pelo projeto. Conquistamos investimento para elaborar uma reportagem que tínhamos grande interesse em fazer, mas não encontrávamos espaço em outros veículos de comunicação”, conta André de Oliveira, jornalista contemplado pelo projeto e finalista do Prêmio Iberoamericano de Periodismo 2014.
O jornalismo investigativo exerce uma função de extrema importância na esfera pública, através de pesquisas e investigações aprofundadas que podem esclarecer os fatos para a população com mais segurança e abrangência.
Tema
Atualmente 80% da matriz energética mundial é constituída por energias sujas, como as usinas nucleares e térmicas, resultando no aumento de emissões de gases poluentes, desmatamento e a qualidade de vida de forma significativa. A queima de combustíveis fósseis produz cerca de 21,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono anualmente. “As reportagens sobre pré-sal e hidrelétricas vão contribuir para informar as pessoas sobre dimensões menos conhecidas da política energética do país”, explica Bruno Weis, do Greenpeace.
Tuesday, November 11, 2014
Klima, Nigeria, Gemeindschaft- Bund: Friends of the Earth Germany- Aktualisierung und Uberblick
Unser Wald soll leben
Eichhörnchen auf Baum, Baumriese. Foto: fotolia.com/iStock.com
Der BUND setzt sich für den Schutz des Waldes in unserer Heimat ein. Ob Hainich, Harz, Kellerwald, Steigerwald, Schwarzwald, Bayerischer Wald oder die Hohe Schrecke: Naturbelassene Wälder sind eine Oase der Artenvielfalt und wichtig für den Klimaschutz.
In solchen Wäldern dürfen sie ungehindert wachsen: altehrwürdige Baumriesen, die schon zu Zeiten von Kaisern und Königen ihren Platz im Wald erstritten haben. Diese Urwälder in Deutschland bieten zahlreichen Tieren Unterschlupf und Nahrung. Unsere letzten urtümlichen Waldgebiete pulsieren vor Leben.
Lebendige Wälder statt monotone Forste
Doch heute dominieren fast überall monotone Forste die Landschaft, in denen die meisten Bäume gerade mal bis 80 Jahre alt werden dürfen. Wald droht zunehmend zu einer Kapitalanlage zu werden. Angesichts dieser Entwicklung ist es unsere Aufgabe den Wald noch besser zu schützen.
Alte Buchen: Unterkunft für Specht, Waldkauz und Fledermaus
Schwarzspecht beim Füttern. Foto: iStock
Das Beispiel des Schwarzspechts zeigt, warum ein natürlicher Wald für viele Tierarten so überlebens- wichtig ist.
Dieser Baumeister des Waldes zimmert seine Bruthöhlen in alte Buchen mit mächtigen Stämmen. In einem Wirtschaftswald würde ein solcher Baum bald geschlagen. Dann gerät der Schwarzspecht in Wohnungsnot – und "Nachmieter" wie Waldkauz, Fledermaus, Hohltaube und Baummarder haben kaum eine Überlebenschance.
Deshalb setzt der BUND alles daran, möglichst viele rein wirtschaftlich genutzte Wälder wieder zu Lebensräumen mit natürlicher Vielfalt und Dynamik zu machen – oft auch durch Flächenkäufe.
Yves Rocher: Kein Mikroplastik in Kosmetik!
Das Unternehmen Yves Rocher wirbt mit dem Slogan "Die Nr. 1 in Pflanzen-Kosmetik". Tatsache ist: In vielen Yves-Rocher-Produkten steckt Mikroplastik. Alleine in sechs Produkten der aktuellen Weihnachtskollektion haben wir es entdeckt. Unsere Aufforderung, kein Mikroplastik mehr in den Produkten zu verwenden, hat Yves Rocher ignoriert. Plastik-Kosmetik als Pflanzen-Kosmetik zu verkaufen, heißt VerbraucherInnen an der Nase herumzuführen!
Fordern Sie Yves Rocher jetzt auf, den unnötigen Einsatz von umweltschädlichem Mikroplastik zu beenden!
Immer wenn wir uns mit Mikroplastik-Kosmetik waschen, spülen wir Plastik den Abfluss herunter. Die feinen Partikel sind zu klein für unsere Kläranlagen und landen so in unseren Flüssen und Meeren. Mikroplastik wirkt aufgrund seiner Oberflächeneigenschaften in der Umwelt wie ein Magnet auf Umweltgifte. Im Meer fressen dann Fische, Muscheln, Seehunde und kleinere Organismen das Mikroplastik – und damit die Schadstoffe. Die kleinen Gifttransporter werden so Teil der Nahrungskette.
Viele Unternehmen haben den Ausstieg aus Mikroplastik angekündigt oder bereits vollzogen. Alternativen sind verfügbar und der Ausstieg problemlos umsetzbar. Es wird Zeit, dass Yves Rocher seinem Werbeversprechen gerecht wird und ebenfalls auf Mikroplastik verzichtet!
Herr Gabriel, Kohlekraft abschalten! Hier unterzeichnen!
Kohlekraft abschalten!
Trotz Energiewende: Jede zweite in Deutschland erzeugte Kilowattstunde Strom stammt aus der Verstromung von Kohle, zu Lasten von Klima und Gesundheit. Dabei können wir schon jetzt auf überflüssige Kohlekraftwerke verzichten.
Bundeswirtschaftsminister Sigmar Gabriel (SPD) ist nun aufgefordert, einen Vorschlag vorzulegen, wie die immense Klimaverschmutzung durch die Kohlekraftwerke in Deutschland schnell reduziert werden kann. Doch die Kohlelobby ist mächtig und versucht, dies zu verhindern.
Ohne eine rasche Minimierung des schmutzigen Kohlestroms werden wir das wichtige Klimaziel bis 2020 eklatant verfehlen. Fordern Sie deshalb die Bundesregierung auf: Die dreckigsten und ineffizientesten Kohlemeiler müssen abgeschaltet werden!
Jetzt unterzeichnen und den Ausstiegsplan durchsetzen!
Appell an die Bundesregierung: Kohlekraft abschalten!
An:
Frau Dr. Angela Merkel, Bundeskanzlerin
Herrn Sigmar Gabriel, Bundesminister für Wirtschaft und Energie
Frau Barbara Hendricks, Bundesministerin für Umwelt
Sehr geehrte Frau Bundeskanzlerin,
sehr geehrter Herr Gabriel,
sehr geehrte Frau Hendricks,
Kohle-Tagebaue berauben Menschen ihrer Heimat und zerstören die Natur. Kohlekraftwerke heizen den Klimawandel an und gefährden unsere Gesundheit mit Feinstaub und Quecksilber. Trotzdem verfeuert Deutschland immer mehr Kohle und exportiert Kohlestrom ins Ausland. Damit muss endlich Schluss sein!
Nutzen Sie die anstehenden Entscheidungen zum Klimaschutz: Schalten Sie die dreckigsten und ineffizientesten Kohlemeiler ab. Nur so kann Deutschland sein Klimaschutzziel 2020 noch erreichen. Gewähren Sie keine neuen Subventionen für Kohlekraftwerke. Und beschließen Sie einen verbindlichen Kohleausstieg – damit spätestens 2030 mit der dreckigen Braunkohle Schluss ist und der letzte Steinkohlemeiler nicht länger als bis 2040 läuft.
Den Erneuerbaren Energien gehört die Zukunft!
Mit freundlichen Grüßen,
Ihr Vorname Nachname, Ort
Freihandelsabkommen TTIP und CETA
Der BUND macht sich stark gegen das mit den USA geplante Freihandelsabkommen TTIP. Wir wollen Umwelt- und Verbraucherschutz statt Gentechnik, Hormonfleisch, Chlorhühnchen und Fracking. Hier finden Sie alle Informationen zu TTIP, CETA und den BUND-Aktivitäten.
TTIP und CETA stoppen! Unterzeichnen Sie die europäische Bürgerinitiative!
Die geplanten Freihandelsabkommen TTIP und CETA zwischen der EU und den USA untergraben unsere Demokratie und bedrohen unsere Errungenschaften im Umwelt- und Verbraucherschutz.
Wir fordern deshalb die Institutionen der Europäischen Union und ihre Mitgliedsstaaten dazu auf, die Verhandlungen mit den USA über die Transatlantische Handels- und Investitionspartnerschaft (TTIP) zu stoppen, sowie das Umfassende Wirtschafts- und Handelsabkommen (CETA) mit Kanada nicht zu ratifizieren.
Unterzeichnen Sie deshalb hier die selbstorganisierte europäische Bürgerinitiative gegen TTIP und CETA!
Freihandelsabkommen TTIP
Der BUND macht sich stark gegen das mit den USA geplante Freihandelsabkommen TTIP. Wir wollen Umwelt- und Verbraucherschutz statt Gentechnik, Hormonfleisch, Chlorhühnchen und Fracking. Hier finden Sie alle Materialien zu TTIP: Grafiken, Factsheets, Postkarten, Unterschriftenlisten und vieles mehr.
TTIP & CETA bedrohen Umwelt- und Verbraucherschutz
TTIP-Gegner auf der "Wir haben es satt"-Demo 2014
TTIP – hinter diesen vier Buchstaben verbirgt sich die "Transatlantic Trade and Investment Partnership", das geplante Freihandelsabkommen zwischen der Europäischen Union und den USA. Wirtschaftsliberale auf beiden Seiten versprechen sich von diesem Abkommen Wachstum, Jobs und Wohlstand.
Der BUND und andere Verbände sind kritisch: Sie warnen vor einer Aufweichung von Umwelt- und Verbraucherschutzstandards und einer Aushöhlung demokratischer und rechtsstaatlicher Prinzipien zugunsten multinational agierender Unternehmen.
Florierender Handel durch Senkung von Standards?
Die Zölle zwischen der EU und der USA sind bereits sehr niedrig. Deshalb soll der Handel vor allem dadurch erleichtert werden, dass unterschiedliche Standards entweder angeglichen oder gegenseitig anerkannt werden. Mit gravierenden Folgen: Es könnte bedeuten, dass sich in verschiedenen Bereichen der kleinste gemeinsame – und zugleich für Bürgerinnen und Bürger sowie die Umwelt schädlichste – Nenner durchsetzt.
Wirtschaft übt Druck aus
Da die Verhandlungen unter strengster Geheimhaltung vor der Zivilgesellschaft und den Parlamenten stattfinden, ist noch unklar, welche Standards konkret betroffen sind. Klar ist jedoch, welche Interessen die unterschiedlichen Wirtschaftsakteure verfolgen, die auf die US-Regierung und die Europäische Kommission Druck ausüben. Sie wünschen sich Erleichterungen für den Export ihrer Güter vor allem in den Bereichen Chemikalien, Gentechnik, Landwirtschaft und Lebensmittelsicherheit sowie Energie und Klimaschutz.
Fünf Jahre Verhandlungen hinter geschlossenen Türen
Neben dem Freihandelsabkommen TTIP zwischen der EU und den USA wird seit Jahren eine ähnliche Vereinbarung mit Kanada verhandelt – CETA. Der Vertragstext, der seit Anfang August 2014 fertig (aber noch nicht unterschrieben) ist, zeigt: Auch dieses Abkommen gefährdet den Umwelt- und Verbraucherschutz hierzulande massiv. Zudem müssen sowohl kanadische als auch europäische Regierungen Klagen privater Investoren fürchten.
Fünf Jahre haben die EU und Kanada das Freihandelsabkommen CETA (Comprehensive Economic and Trade Agreement) ausgehandelt. Wie auch bei TTIP fanden die CETA-Verhandlungen im Geheimen, unter Ausschluss der Öffentlichkeit statt. Anders als bei TTIP hat CETA bisher sehr wenig öffentliches Aufsehen und Widerstand erregt.
Zu Unrecht, denn die Verhandlungsdokumente, die Mitte August in die Öffentlichkeit gerieten, machen deutlich: CETA räumt Konzernen umfassende Schutz- und Klagerechte ein – und das auf Kosten von Verbraucher- und Umweltschutz.
Vertrag, Wasserglas, Stift und Verhandlungspartner, Foto: pressmaster / 61969367 / fotolia.com
Wer geheim verhandelt ...
... hat was zu verbergen. Seit Anfang August ist der CETA-Vertragstext vollständig. Doch selbst das Endresultat sollte der Öffentlichkeit nicht zugänglich gemacht werden. Erst durch die Tagesschau, der der Vertragstext zugespielt wurde, ist das Dokument seit Mitte August im Internet zu finden.
Nach einer ersten Durchsicht des ca. 1.500-Seiten-Dokumentes steht fest: Die Befürchtungen waren berechtigt! Unter anderem wird in dem Vertrag ausländischen Konzernen das Recht eingeräumt, Staaten vor internationalen Schiedsgerichten zu verklagen. Derartige Klagerechte für Konzerne stehen bereits bei TTIP stark in der öffentlichen Kritik, da sie dazu führen, dass staatliches Handeln sich vor nicht demokratisch legitimierten Paralleljustizen rechtfertigen muss.
Das geplante Freihandelsabkommen (TTIP) höhlt Gentech-Kennzeichnungspflicht in EU aus
Gentechnisch veränderte Organismen (GVO) durchlaufen in der EU ein Zulassungsverfahren, bevor sie auf den Markt kommen. Dabei werden Umweltauswirkungen und gesundheitliche Effekte beurteilt. Gentechnisch veränderte Lebens- und Futtermittel sind zudem kennzeichnungspflichtig, mit Ausnahme tierischer Produkte wie Milch, Fleisch und Eier, die über die Verfütterung von Gentech-Pflanzen erzeugt worden sind.
In den USA nehmen die Behörden einen Gentech-Zulassungsantrag in der Regel lediglich zur Kenntnis. Dabei vertrauen sie auf die Angaben des Herstellers, der seinem Produkt attestiert, dass davon keine Gesundheits- oder Umweltgefahren ausgehen. Ein so eingestuftes Gentech-Produkt darf ohne weitere Auflagen vermarktet werden – für Felder mit und ohne Gentech-Pflanzen müssen keine Sicherheitsabstände festgelegt werden, Gentech-Produkte (Saatgut, Lebens- und Futtermittel) bleiben ohne Kennzeichnung.
Zugelassene Gen-Pflanzen für den Anbau: Vergleich USA / EU
Kein Land der Erde baut mehr gentechnisch veränderte Pflanzen an als die USA. Auf 70 Millionen Hektar wachsen hier rund 40 Prozent aller welt-weiten Gentech-Pflanzen. Sie belegen 44 Prozent der gesamten US-Ackerfläche. Ganz anders sieht es auf den Feldern der EU aus. Gentechnisch veränderter Mais wächst auf knapp 150.000 Hektar; das sind 0,1 Prozent der EU-Ackerfläche. Der Gentechnik-Anbau der EU konzentriert sich zu 92 Prozent auf Spanien. Ohne Spanien wären die Anbauflächen in der EU so gut wie gentechnikfrei.
TTIP lässt die EU-Gentechnikgesetzgebung unangetastet – beteuert die EU-Kommission. Doch ist Argwohn angebracht. Zum einen ist die Agro-Gentechnik Verhandlungsmasse wie jeder andere Bereich auch, zum anderen sind nirgends verlässlich rote Linien definiert. Das Entscheidende aber ist: Die EU-Gentechnikgesetzgebung ließe sich diskret erledigen. Zwar blieben die Gesetze zunächst auf dem Papier bestehen, aber die Verhandlungspartner einigen sich auf die gegenseitige Anerkennung von Standards und Produkten – was in einem Wirtschaftsraum zugelassen ist, ist auch im anderen zugelassen, zu den Bedingungen, die im jeweils anderen Wirtschaftsraum gelten. In der Folge könnten die USA den EU-Markt mit einer Vielzahl von Gentech-Pflanzen fluten und dies ohne Kennzeichnung.
Damit wäre der zweite Schritt vorbereitet: Die Vertragspartner, die ein "lebendiges Abkommen" verabschiedet haben und jederzeit weitere "Handelshemmnisse" abbauen können, könnten die Angleichung von Standards vornehmen –Zulassungsverfahren von Gentech-Pflanzen und Kennzeichnungsregeln würden ‚harmonisiert’.
Dass die USA die vergleichsweise höheren EU-Standards übernehmen oder gar die Mängel der EU-Regularien beseitigt würden, ist unwahrscheinlich. Zu einflussreich ist die Gentechnik-Lobby jenseits des Atlantiks, aber auch diesseits. Monsanto, Dow, DuPont Pioneer auf US-amerikanischer Seite und BASF, Bayer und Syngenta auf EU-Seite wollen dasselbe: keine Auflagen und ungestörten Marktzugang.
Freihandelsabkommen zwischen EU und USA (TTIP) – zurück auf Null beim Tier-und Verbraucherschutz?
In der Landwirtschaft und der Lebensmittelerzeugung wird das Freihandelsabkommen TTIP vor allem von großen Wirtschaftsakteuren als Möglichkeit gesehen, Standards abzusenken. Damit würden zahlreiche Errungenschaften zunichtegemacht, für die BürgerInnen auf beiden Seiten des Atlantiks jahrzehntelang gekämpft haben.
In den USA sind erlaubt
der Einsatz vieler Hormone wie Rinder-Somatotropinen (rBST), die Gabe von Antibiotika und die Verabreichung des Futtermittelzusatzes Ractopamin zur Wachstumsförderung – obwohl damit gesundheitliche Risiken einhergehen.
die Desinfektion von Hühnerfleisch ("Chlorhühner") mit Chlordioxid. Dadurch ist eine hygienisch wesentlich laxere Schlachtung und Verarbeitung möglich.
Kälberboxen, konventionelle Legebatterien und die Kastenhaltung von Sauen – Formen der Tierhaltung, die in der EU aus Gründen des Tierschutzes verboten sind.
der Einsatz von Pestiziden, die in der EU nicht erlaubt sind; zudem sind die einzuhaltenden Rückstandswerte z.B. bei Obst in der EU strenger.
Vergleich von Lebensmittelstandards: In den USA erlaubt, verboten in der EU
TTIP ginge jedoch keinesfalls nur zulasten europäischer BürgerInnen. Die Europäische Kommission drängt auf eine vollständige Deregulierung des öffentlichen Auftragswesens. Dadurch sind US-amerikanische Programme bedroht, bei denen die öffentliche Auftragsvergabe den Einkauf frischer, regional und nachhaltig produzierter Lebensmittel bevorzugt.
Durch TTIP bekämen außerdem Wirtschaftsakteure noch mehr Möglichkeiten, Reformvorhaben zu verhindern. Dem könnten z.B. Vorhaben zum Opfer fallen, den Tierschutz in der Landwirtschaft zu verbessern und den Einsatz von Antibiotika in den Anlagen (weiter) einzuschränken – mit allen gravierenden Auswirkungen, die das auf die Tiergesundheit und auf die Gesundheit von BürgerInnen hätte.
TTIP bedroht zudem eine bäuerlich-nachhaltige Landwirtschaft. Es erhöht den ohnehin bestehenden Druck auf Bauern, ihre Betriebe zu vergrößern und zu intensivieren, um im Konkurrenzkampf noch mithalten zu können – auf Kosten von Mensch, Tier und Umwelt.
Die Welt erwärmt sich
Wirbelstürme, Überschwemmungen und extreme Hitze- oder Kälteperioden hat es in der Erdgeschichte schon mehrfach gegeben. Was früher vereinzelte Naturereignisse waren, entwickelt sich mehr und mehr zu einer vom Menschen gemachten Katastrophe.
Afrika, Foto: Tiggy Ridley/IRIN, www.irinnews.org
Mangelware Wasser: Am Horn von Afrika werden Dürren zur Regel.
Vor allem die Industriestaaten heizen der Erde seit 150 Jahren durch die Verbrennung von Erdöl, Kohle und Gas ein. In anderen Regionen der Welt wirkt sich der Klimawandel für Mensch und Tier tödlich aus. In der Sahelzone werden die Dürreperioden immer länger, das Vieh verdurstet, und auf den kargen Böden wächst nichts mehr. Lateinamerika wird immer häufiger von schlimmen Fluten heimgesucht. Tropische Wirbelstürme zerstören in Nordamerika die Häuser.
Dass der Klimawandel nicht erst in der Zukunft droht, sondern längst Realität ist, wird inzwischen auch von den letzten Zweiflern als Tatsache akzeptiert. Doch hierzulande kommt der Klimawandel langsam und auf leisen Sohlen. Oft merken wir es gar nicht – und wenn, sind uns die Konsequenzen nicht bewusst. Wenn wir zum Beispiel an lauen Sommerabenden immer öfter die Grillen zirpen hören, denkt kaum jemand daran, dass diese Insekten Krankheitserreger aus Südeuropa importieren, denen unsere Weinreben schlecht Widerstand leisten können.
Foto: M. Branick, de.wikipedia.org
Tornados richten immer häufiger schwere Verwüstungen an – wie hier in Nordamerika.
Um weitere katastrophale Folgen zu verhindern, muss der Ausstoß klimaschädlicher Treibhausgase erheblich reduziert werden. Die Industriestaaten, die eine historische Schuld am Klimawandel tragen, müssen deutlich mehr Leistung erbringen und ihre Emissionen bis 2050 um mindestens 80 Prozent reduzieren. Die Klimarahmenkonvention der Vereinten Nationen und das Kyoto-Protokoll bieten den richtigen Rahmen, um dies zu regeln.
Klimawandel – von den Alpen bis zur Südsee
Eisbär, Foto: Getty-Images
Im offenen Wasser gelingt es Eisbären kaum, Robben zu erbeuten.
Wenn das Packeis immer früher taut, bleibt den Eisbären nicht genügend Zeit, um sich das überlebensnotwendige Fettpolster anzufressen. Eisbären sind zwar hervorragende Schwimmer, jagen aber können sie im Wasser nicht. Und so gehen die Tiere stets schlechter vorbereitet in den Sommer. Die Folge: Schon jetzt haben die Eisbären weniger Nachwuchs, und immer weniger Jungtiere überleben.
Für die Menschen am Horn von Afrika sind die immer längeren Trockenperioden in dieser sowieso schon sehr unwirtlichen Gegend dramatisch. Die Wege, die die Turkmanen und andere Nomadenvölker zurücklegen müssen, um Wasser und Weidegründe zu finden, werden mit jedem Tag, den der Regen ausbleibt, länger.
Zu viel Wasser hingegen bringt El Niño an die Küste von Südamerika. Dieses Klimaphänomen verursacht heftige Fluten, die den fruchtbaren Mutterboden mit sich reißen und Hunderttausende obdachlos machen.
Dies sind nur einige der schon heute zu beobachtenden Folgen des Klimawandels. Weitere Brennpunkte sind die Alpen, Australien, China, Lateinamerika, Nordamerika, Südeuropa und die Südsee.
Alpen – schneebedeckte Hänge verschwinden
Alpen, Foto: Bund Naturschutz Bayern
Immer häufiger fehlt es in den Alpen an Schnee. Damit die Touristen nicht ausbleiben, werden mehr und mehr Schneekanonen eingesetzt.
Seit dem Beginn der Industrialisierung ist bereits mehr als die Hälfte der Eismasse in den Alpen geschmolzen. Jedes Jahr werden die Gletscher im Durchschnitt einen Meter dünner, schon 2050 werden sie fast verschwunden sein. Das ist nicht nur für Liebhaber der Alpen ein schmerzlicher Verlust – es hat auch dramatische Folgen.
Felsstürze und übervolle Gletscherseen
Die Grenze des ganzjährig gefrorenen Permafrostbodens verschiebt sich immer weiter in Richtung Gipfel – schon 150 bis 200 Höhenmeter ist sie gewandert. Und wo der Boden taut, gerät er leicht ins Rutschen, ganze Berghänge können sich lösen. Alle zehn großen Bergstürze der letzten Jahre haben sich in Permafrostzonen ereignet. An der Ostflanke des Eiger sind im Sommer 2006 Hunderttausende Kubikmeter Gestein abgebrochen. Die Hauptursache ist vermutlich der Rückgang des Unteren Grindelwaldgletschers, der Felsspalten und lockeres Gestein hinterlässt.
Unterhalb des schmelzenden Eises werden die Gletscherseen immer voller. Im Sommer 2006 kam eine Touristin in einem Strom aus Schlamm und Gesteinen ums Leben, als Schmelzwasser aus dem Schweizer Gletscher Vadret da l'Alp Ota eine Mure auslöste.
Mit hohem technischen Aufwand versuchen sich Gemeinden wie das schweizerische Pontresina gegen solche Katastrophen zu schützen. Mit dem gleichen Problem sehen sich auch viele Täler im Himalaya konfrontiert, wo die Gletscherseen bis zum Bersten gefüllt sind. Doch dort fehlen die finanziellen Mittel für technische Sicherungsmaßnahmen.
Australien – Unterwasserparadiese sterben
Fächerkoralle, Foto: Knaddldaddl/www.pixelio.de
Durch die globale Erwärmung kommt es häufiger zum "Überhitzen" des Meerwassers. Dadurch sind Korallen inzwischen weltweit massiv gefährdet.
Das Great Barrier Reef ist das größte Korallenriff der Welt. Es erstreckt sich über mehr als 2.600 Kilometer entlang der australischen Küste. Das Riff ist Lebensraum für etwa 14.000 verschiedene Pflanzen- und Tierarten.
Meerwasser erwärmt sich
Korallen sind äußerst empfindliche Organismen. Sie reagieren besonders empfindlich auf Licht, Temperaturschwankungen und schmutziges Wasser. In ihrem Inneren leben mikroskopisch kleine Algen, die die Korallen mit Nährstoffen versorgen. Schon bei einer Erwärmung des Meerwassers um ein bis zwei Grad Celsius stoßen die Korallen die Algen ab. Dann verlieren sie zuerst ihre Farbenpracht, nach einiger Zeit sterben sie ganz ab.
Die Weltmeere nehmen mehr als 80 Prozent der weltweiten Erwärmung auf. Die auf den Klimawandel zurückzuführende Temperaturerhöhung des Wassers kann noch in 3.000 Meter Tiefe gemessen werden.
Innerhalb der nächsten 20 Jahre könnten alle Korallenbänke entlang der australischen Küste zerstört sein. Pläne der Regierung Australiens, das Riff mit einem gigantischen Sonnensegel zu schützen, werden das Korallensterben nicht aufhalten können. Denn die Meere reagieren sehr träge und geben die gespeicherte Wärme nur langsam ab.
Tourismus
Für Australien ist das Korallensterben eine Katastrophe. Das Great Barrier Reef lockt jedes Jahr etwa 1,9 Millionen Touristen an. 33.000 Menschen sind abhängig von diesem Geschäft.
Trotz der großen Bedrohung durch den Klimawandel hat Australien als einziges Industrieland neben den USA das Kyoto-Klimaschutzabkommen nicht unterzeichnet. Australiens Ausstoß an CO2 hat seit 1990 um 38 Prozent zugenommen.
China – Wachstum weckt Energiehunger
Chinesische Mauer, Foto: memephoto/www.pixelio.de
Parallel zur großen Mauer entsteht seit den 70er Jahren die sog. Grüne Mauer. Bis 2050 soll eine Fläche von der Größe Deutschlands bepflanzt sein.
Der Klimawandel ist längst auch im Land der Mitte angekommen. Schon jetzt verursachen Wetterkatastrophen jährlich Schäden in Höhe von bis zu 30 Milliarden Euro.
Insbesondere die Ausbreitung der Wüste bereitete den Chinesen Kopfzerbrechen. Mit zahlreichen Aufforstungsprojekten stemmt sich die Regierung gegen die zunehmende Wüstenbildung. Ursache der Versandung sind neben der landwirtschaftlichen Überbeanspruchung die durch den Klimawandel bedingten längeren Trockenzeiten.
Die grüne Mauer
Von Nordosten bis Nordwesten zieht sich über 700 Kilometer die sogenannte grüne Mauer entlang – ein gigantisches Anpflanzungsprojekt, mit dem das Vordringen der Wüste Gobi gestoppt werden soll. Bis 2050 sollen die Bäume 35 Millionen Hektar bedecken und so die nordwestlichen Provinzen und Peking schützen.
Doch trotz aller Anstrengungen breitet sich die Wüste weiter aus. An manchen Tagen sind die Sandstürme so stark, dass die Einwohner Pekings nur mit Atemmasken und Tüchern geschützt ihre Häuser verlassen.
Spitzenplatz in Aussicht
In absoluten Zahlen wird China schon bald weltweit die größte Menge Treibhausgase erzeugen.
2005 wurden in Peking 2,3 Millionen Autos gezählt. Gegenüber 1993 hatte sich die Zahl vervierfacht. Bis zum Jahr 2010 werden wahrscheinlich 4 Millionen Autos durch die Straßen der Stadt rollen, obwohl noch nicht einmal jede Familie ein Auto hat.
Setzt man die Emissionen in Relation zu der Bevölkerungszahl, rangiert China bis auf weiteres hinter Deutschland. Ein Chinese produziert durchschnittlich nur ein Drittel der Treibhausgase, für die ein Deutscher jährlich verantwortlich ist.
Bis 2020 will die Volksrepublik ihre Energieeffizienz um 20 Prozent steigern und einen Anteil von 12 Prozent erneuerbare Energien erreichen.
Lateinamerika – Küsten doppelt gefährdet
Flut in Brasilien, Foto: D. Mulvihill
Überschwemmung in Brasilien. Was wie ein großer Spaß aussieht, kann schlimme Folgen haben.
El Niño – das Wetterphänomen mit dem spanischen Namen des Christkinds – wird immer unberechenbarer. Das vor etwa 150 Jahren erstmals beschriebene Klimaphänomen hat seinen Ursprung im Pazifik vor der Westküste Südamerikas. Warmes Oberflächenwasser zieht in Richtung Südamerika und versorgt die Atmosphäre mit ungewöhnlich viel Wärme und Feuchtigkeit. Das kühle und nährstoffreiche Wasser des Humboldtstroms, das normalerweise vor der Westküste Südamerikas aufsteigt und die dortigen Fischschwärme ernährt, bleibt dann aus. Die Fischer haben das Phänomen El Niño getauft, weil es stets um die Weihnachtszeit auftritt.
Erderwärmung heizt El Niño ein
Wie genau El Niño entsteht, ist noch ungeklärt. Ausschließlich vom Menschen verursacht ist das Phänomen nicht. Doch gibt es immer mehr Belege dafür, dass der Treibhauseffekt Häufigkeit und Heftigkeit von El Niño steigert. In der Vergangenheit mussten die Bewohner der latein- und südamerikanischen Westküste und der asiatischen Südostküste alle zwei bis sieben Jahre mit El Niño rechnen. Steigen die Meerestemperaturen weiter, könnte El Niño bald öfter erscheinen – mit verheerenden Folgen.
Dörfer und Städte werden überflutet
Denn El Niño bringt sintflutartige Niederschläge und Überflutungen und stürzt Hunderttausende in die Obdachlosigkeit, wie im Januar 2007 in Bolivien und Peru. Die Lehmhütten der Armen halten den Wassermassen nicht stand.
Und auch die Heftigkeit und Häufigkeit von Hurrikans, die Lateinamerika heimsuchen, hat zugenommen. Kommen Sturm und Regen zusammen, sind die Folgen katastrophal. Die Erde weicht auf und hat keinen Halt mehr, in den Bergregionen kommt es zu heftigen Erdrutschen. Das Dorf Panabaj in Guatemala verschwand 2005 komplett unter einem Erdrutsch, ungefähr 1.400 Menschen sind im Schlamm ertrunken, das Dorf wurde anschließend zum Friedhof erklärt. Es soll nicht wieder aufgebaut werden.
Prominente Klimaschützer
Hurrikan Ivan, Foto: Nasa
Ein Hurrikan kann sich im Durchmesser hunderte Kilometer ausdehnen, wochenlang bestehen und Flächen von tausenden Quadratkilometern verwüsten.
Nordamerika – zwischen Bush und Al Gore
Die Hurrikan-Saison 2005 traf die USA besonders hart. Ein Hurrikan jagte den nächsten, der Wirbelsturm „Katrina“ zerstörte große Teile von New Orleans. Die gesamten Sturmschäden waren mit mehr als 160 Milliarden US-Dollar deutlich höher als in den vorausgegangenen Jahren.
Zwar können einzelne Wirbelstürme nicht unmittelbar auf den Klimawandel zurückgeführt werden, die langfristigen Trends aber sprechen eine deutliche Sprache: Die Anzahl „schwerer Hurrikans“ der Kategorie 4 und 5 steigt seit Jahrzehnten rasant an. Wissenschaftler gehen davon aus, dass sich die Gefahr von Stürmen im Atlantik in Zukunft weiter verschärfen wird.
Der Klimawandel ist auch in den USA nicht mehr wegzureden, immer mehr Politiker und Prominente setzen sich für den Klimaschutz ein.
Bei den Oscar-Verleihungen rollten Leonardo DiCaprio und Cameron Diaz in benzinsparenden Hybridautos vor statt in prestigeträchtigen Stretchlimousinen. Auch die Schauspieler Scarlett Johansson, Harrison Ford und George Clooney gehören schon dem "Club der Spritsparer" an.
Die Gouverneure von 18 westamerikanischen Bundesstaaten haben sich in der "Western Governors’ Association" zusammengeschlossen, um gemeinsam die erneuerbaren Energien auszubauen und die Energieverschwendung zu stoppen.
431 Bürgermeister haben sich ihrem Amtskollegen Greg Nickels aus Seattle angeschlossen, um die Kyoto-Verpflichtungen der USA selbstständig zu erfüllen. Bill Clinton hatte während seiner Präsidentschaft das Protokoll unterzeichnet. George Bush sorgte jedoch dafür, dass es nicht ratifiziert wurde. Das Kyoto-Protokoll sieht vor, dass die USA den Ausstoß an Treibhausgasen um sieben Prozent gegenüber 1990 senken.
Nicht zuletzt ist hier die Auszeichnung des früheren US-Vizepräsidenten Al Gore und des UN-Klimarats IPCC mit dem Friedensnobelpreis zu nennen. Al Gore hat mit seinem Film „Eine unbequeme Wahrheit“ und seinem weltweiten Engagement wie den „Live Earth“-Konzerten die Gefahren des Klimawandels in die Mitte der (nicht nur nordamerikanischen) Gesellschaft getragen. Und auch die regelmäßigen Berichte des UN-Klimarates sind ein entscheidender Beitrag für die öffentliche Klimadebatte in Nordamerika – und weltweit.
Spanien – Hitze vertreibt Touristen
100 Millionen Sonnenhungrige fahren jedes Jahr an die Strände von Spanien, Griechenland, Portugal und Italien. Das könnte sich bald ändern. Steigt die Erderwärmung um 2 Grad, werden die Mittelmeerländer häufiger unter schweren Hitzewellen leiden. Dürreperioden wie im Sommer 2005 in Spanien werden dann zur Regel. An mehr als 30 zusätzlichen Tagen könnte die 35° Celsius-Schwelle überschritten werden.
Prognosen sagen voraus, dass viele Touristen eine derartige Hitze meiden und ihren Urlaub lieber in nordeuropäischen Regionen verbringen werden.
Waldbrände, Wassermangel, Ernteausfälle
Bleibt es über lange Zeit trocken, steigt die Brandgefahr in den Wäldern. Jahr für Jahr kämpfen in Spanien, Frankreich und Portugal tausende Feuerwehrleute gegen die Brände. Trotz 24-Stunden-Schichten kommen sie kaum gegen die Flammen an. 2006 verbrannten in Spanien über 500 Quadratkilometer Wald- und Buschland.
Mit steigender Hitze wird auch das Wasser knapp. Spanien und Italien werden schon 2030 ernsthafte Versorgungsprobleme haben. Gleichzeitig steigt wegen der Hitze der Bedarf. Um die gleiche Ernte zu erzielen, muss zukünftig etwa 10 Prozent mehr Wasser eingesetzt werden.
Die Hitze schlägt insbesondere alten und kranken Menschen auf den Kreislauf. 2003 starben europaweit über 20.000 Menschen in Folge der hohen Temperaturen. Diese Zahl wird voraussichtlich weiter deutlich ansteigen.
Südsee – Strände versinken im Meer
Carteret Island, Foto: Pip Starr
Die Bewohner der Carteret-Inseln kämpfen seit mehr als 20 Jahren gegen den ansteigenden Ozean: Sie bauten Deiche und pflanzten Mangroven, allerdings ohne Erfolg.
Die meisten Südsee-Inseln sind klein und ausgesprochen flach. Dem steigenden Meeresspiegel sind sie deshalb schutzlos ausgeliefert.
Wenn die Treibhausgasemissionen nicht drastisch reduziert werden, steigt der Meeresspiegel bis 2100 wahrscheinlich um einen halben Meter oder mehr. Die meisten Südsee-Inseln werden dann unbewohnbar. Bereits heute reißen Sturmfluten ganze Küstenstreifen ins Meer – einige kleine Atolle der Fidschi-Inseln haben bereits 30 Meter Land verloren. Gleichzeitig sickert das Meerwasser in die Böden, zerstört fruchtbares Land und versalzt das Grundwasser.
Die ersten Klimaflüchtlinge suchen Asyl
Viele Inselbewohner sind gezwungen, ihre Heimat aufzugeben und auszuwandern. So auch die 12.000 Einwohner von Tuvalu. Die acht Inseln, die zu dem Inselstaat gehören, ragen an ihren höchsten Punkten gerade mal fünf Meter aus dem Wasser. Bereits im Jahr 2000 haben die Tuvaluer in Australien Asyl beantragt – allerdings vergeblich. Die australische Regierung erkannte den Klimawandel nicht als Fluchtgrund an. Mittlerweile besteht ein Abkommen mit Neuseeland, das sich bereit erklärt hat, die Nachbarn aufzunehmen. Gemeinsam mit den Regierungen von Tuvalu und anderen Inselstaaten erarbeiteten sie einen Evakuierungsplan für den Pazifikraum: Zunächst wandern 75 Menschen jährlich aus Tuvalu und Kiribati sowie je 250 Menschen aus Fidschi und Tonga nach Neuseeland aus.
Die Pazifikinseln haben den Anfang gemacht. Doch ist langfristig mit hunderten Millionen Klimaflüchtlingen aus weiteren Teilen der Welt zu rechnen. Dürreperioden und Überschwemmungen werden viele Menschen aus ihrer Heimat vertreiben.
Für ein gerechtes Klimaschutzabkommen!
Der Kampf gegen den Klimawandel ist eine der größten Herausforderungen des 21. Jahrhunderts. Wird der Ausstoß klimaschädlicher Treibhausgase nicht umgehend stark reduziert, drohen durch die globale Erwärmung katastrophale Folgen für unseren Planeten.
Schon jetzt sind die Folgen des Klimawandels für Millionen von Menschen spürbar. Die Meeresspiegel steigen an, Stürme und Hitzewellen nehmen zu. Und der Klimawandel ist ungerecht: verantwortlich für den Klimawandel sind die Industrieländer, die ihren Wohlstand einer auf fossilen Energieträgern basierenden Entwicklung verdanken, während Menschen in den ärmsten Ländern am stärksten unter dessen Folgen leiden.
Der BUND und Friends of the Earth International demonstrieren bei den Klimaverhandlungen 2010 in Cancún für mehr Klimagerechtigkeit.
Der BUND und Friends of the Earth International demonstrieren bei den Klimaverhandlungen 2010 in Cancún für mehr Klimagerechtigkeit.
Der BUND setzt sich dafür ein, dass die Weltgemeinschaft so schnell wie möglich ein gerechtes, international verbindliches Klimaschutzabkommen verabschiedet. Das Abkommen muss drastische Emissionsreduktionen vorschreiben und die Industrieländer verpflichten, Entwicklungsländer mit Geld und Technologietransfer bei der Anpassung an den Klimawandel zu unterstützen. In Deutschland und Europa setzen wir uns dafür ein, dass wir mit starken Emissionsreduktionszielen und guten Klimaschutzmaßnahmen voranschreiten.
Klimaschutz: jetzt das Ruder rumreißen!
Titelgrafik "Klimaschutz: Ruder rumreißen", Sigmar Gabriel, Angela Merkel und Barbara Hendricks am Steuer eines Bootes in stürmischer See.
Steigende Meeresspiegel, schlechte Luft, Konflikte um Wasser und Nahrung: Die Folgen der drohenden Klimakatastrophe sind jetzt schon zu spüren – und sie sind erschütternd. Die globale Erderwärmung muss gestoppt werden. Und Deutschland mit gutem Beispiel vorangehen. Doch das Gegenteil ist der Fall: Die Klimaziele der Bundesregierung sind in Gefahr!
Das hat auch Umweltministerin Barbara Hendricks erkannt und jetzt ein Eckpunktepapier "Aktionsprogramm Klimaschutz 2020" vorgelegt, das im November dieses Jahres zu einem konkreten Maßnahmenkatalog führen soll. Mit diesem Katalog sollen die Klimaschutzziele Deutschlands doch noch erreicht werden. Daher gilt es jetzt, wirklich weitreichende Maßnahmen für den Klimaschutz zu beschließen!
Wir dürfen unsere Klimaziele bis 2020 nicht verfehlen: Die Bundesregierung muss jetzt das Ruder rumreißen – für eine gerechte Klimapolitik statt globaler Erderwärmung!
Der BUND hat für das Aktionsprogramm Klimaschutz-Maßnahmen vorgeschlagen, die dazu einen wichtigen Beitrag leisten könnten. In den kommenden Wochen informieren wir Sie auf unserer Internetseite über aktuelle Entwicklungen und stellen die Maßnahmen im Detail vor.
#SparIchMir: Wie wir uns 29 Kohlekraftwerke sparen können
Infografik: 29 Kohlekraftwerke könnten wir uns sparen
Die Zeit ist reif: Um den Klimawandel abzubremsen, müssen wir so schnell wie möglich aus der Stromproduktion mit klimaschädlichen Energieträgern aussteigen, allen voran aus der Braunkohle. Der Abbau von Kohle zerstört unsere Lebensgrundlagen und die Natur. Tausende sollen in Zukunft für die Tagebaue ihre Heimat verlassen. Ein Grund mehr aus der Kohle auszusteigen!
Stromverschwendung beenden – Kohlekraftwerke wegsparen!
Alleine mit Energieeffizienzmaßnahmen kann Großes erreicht werden: Macht die Bundesregierung Ernst mit dem Ende der Stromverschwendung, verbrauchen wir im Jahr 2020 im Vergleich zu heute 97 Terawattstunden (TWh) weniger Strom (zur Studie). Der BUND hat nachgerechnet: 97 TWh entsprechen mehr als der Jahresproduktion der ältesten und damit klimaschädlichsten 29 Braunkohle-Kraftwerksblöcke oder der gesamten Steinkohleproduktion Deutschlands im Jahr 2013.
Bis 2030 würde der jährliche Verbrauch um 152 Terrawattstunden, bis 2050 sogar um 195 TWh gesenkt. Zum Vergleich: 2013 produzierten alle Braunkohlekraftwerke Deutschlands zusammengenommen 161 TWh Strom.
Diese riesige Strommenge müsste nicht durch alternative Energiequellen wie Gas, Sonne und Wind ersetzt werden, sie könnte einfach "weggespart" werden. Dafür müssen endlich die Möglichkeiten zum Stromsparen in Industrie, Gewerbe, öffentlicher Hand und privaten Haushalten besser genutzt werden. Ohne neue Stromsparmaßnahmen wird der Verbrauch langfristig steigen und somit auch eine höhere Stromerzeugung notwendig machen.
Die Bundesregierung arbeitet zurzeit am "Aktionsprogramm Klimaschutz 2020" und einem "Nationalen Aktionsplan Energieeffizienz". Zwei gute Gelegenheiten, zu zeigen, wie ernst es Deutschland mit Klimaschutz und Energiewende meint. Der BUND fordert: "Schluss mit der Stromverschwendung" muss ein Leitsatz der Bundesregierung beim Klimaschutz werden und den schrittweisen Ausstieg aus der Kohle unterstützen.
Je eher wir die Stromverschwendung beenden, desto schneller können wir aus der Kohle aussteigen – und umso kostengünstiger und naturverträglicher wird die Energiewende.
3.11.: Hubert Weiger: "Wir brauchen jetzt Taten statt Worte!"
Aktionsgrafik "Klimaschutz: Ruder Rumreißen!", Zurück zur Startseite
Deutschland droht seine Klimaziele für 2020 zu verfehlen. Umweltministerin Barbara Hendricks arbeitet deshalb am "Aktionsprogramm Klimaschutz 2020", um die Ziele doch noch zu erreichen. Das Aktionsprogramm soll am 3. Dezember vom Kabinett verabschiedet werden. Der BUND hat in einem offiziellen Konsultationsverfahren Maßnahmen vorgeschlagen, die in diesem Programm stehen sollten. Auf unseren Aktionsseiten "Ruder Rumreißen" halten wir Sie rund um das Thema Klimaschutz auf dem Laufenden und stellen Ihnen die eingereichten Maßnahmen vor.
Der Bericht des Weltklimarates ist so deutlich wie nie. Die Klimakatastrophe ist menschgemacht, ihre Folgen werden verheerend sein. Nun heißt es auch für die deutsche Regierung: Hört auf zu reden, handelt! Von Miko Omietanski, 03.11.2014
Am Sonntag hat der Weltklimarat (IPCC) in Kopenhagen seine Zusammenfassung aus den drei Klimaberichten seit September 2013 und zwei Sonderberichten zu Extremwetter veröffentlicht. Eindringlicher denn je warnen die Wissenschaftler vor der Klimakrise und mahnen zum Handeln. Der Bericht belegt, dass sich das Klima wandelt. Hauptverantwortlich dafür ist die Abhängigkeit von fossilen Energieträgern wie Kohle und Öl.
Der BUND sieht in dem Bericht daher auch einen klaren Handlungsauftrag an die Bundesregierung. "Schriller können die Alarmsignale nicht sein. Es gibt keine Entschuldigung mehr für das Zögern beim Klimaschutz. Je länger wir warten, desto größer werden die Risiken eines unumkehrbaren Klimawandels und umso gravierender die Folgen für die Gesellschaft", kommentierte der BUND-Vorsitzende Hubert Weiger den Bericht. "Überschwemmungen, Stürme, Dürren, Ernteausfälle und steigende Meeresspiegel häufen sich schon jetzt – mit furchtbaren Folgen für Menschen und Natur, aber auch hohen wirtschaftlichen Schäden", sagte Weiger.
Der BUND-Vorsitzende appellierte an die Bundesregierung, den IPCC-Bericht als Handlungsaufforderung ernst zu nehmen: Die Bemühungen, ein schlagkräftiges Klima-Aktionsprogramm auf den Weg zu bringen, um die nationalen Klimaziele bis zum Jahr 2020 zu erreichen, müssten massiv verstärkt werden. "Ein Scheitern der Bundesrepublik beim Klimaschutz wäre unverantwortlich und vermeidbar, zumal es noch Möglichkeiten zum Handeln gibt", so Weiger. Deutschland werde die angestrebte Reduzierung der Treibhausgasemissionen um 40 Prozent bis 2020 jedoch eklatant verfehlen, wenn es nicht gelinge, bei den Emissionen aus der Verbrennung fossiler Energien umzusteuern.
"Eine verantwortliche Politik zum Schutz unserer Lebensgrundlagen erfordert die grundlegende Umstrukturierung unseres Energiesystems, fort von nuklearer und fossilen, hin zu erneuerbaren Energien", betonte Weiger. Die klimapolitische Kernaufgabe in Deutschland sei es nun, die boomende Kohleverstromung einzudämmen, die im vergangenen Jahr für wieder ansteigende CO2-Emissionen in Deutschland verantwortlich gewesen sei.
"Sigmar Gabriel hat erkannt, dass jetzt Zeit ist zu handeln. Als Sofortmaßname ist es nötig, zehn Gigawatt an überflüssigen Kohlekraftwerken vom Markt zu nehmen. Dies wäre auch ein Signal an die Gesellschaft, dass alle Politik- und Gesellschaftsbereiche gefordert sind, sich für einen konsequenten Klimaschutz einzusetzen. Wir brauchen jetzt Taten statt Worte", sagte Weiger. "Auch Bundeskanzlerin Angela Merkel muss den Vorschlag zur Abschaltung der Kohlekraftwerke unterstützen und darf nicht zulassen, dass er von kurzsichtigen wirtschaftlichen Interessen blockiert wird", so der BUND-Vorsitzende.
In der vergangenen Woche war aus Presseberichten ein Vorschlag des Bundeswirtschaftsministeriums bekannt geworden, Stein- und Braunkohlekraftwerke per Verordnung vom Markt zu nehmen. Auch der BUND hatte im August dieses Jahres vorgeschlagen, die ältesten Braunkohlekraftwerke in Deutschland abzuschalten.
Dieser Beitrag basiert auf unserer Pressemitteilung vom 02.11.14.
28.10.: Europa verabschiedet sich von einer engagierten Klimaschutzpolitik
Aktionsgrafik "Klimaschutz: Ruder Rumreißen!", Zurück zur Startseite
Deutschland droht seine Klimaziele für 2020 zu verfehlen. Umweltministerin Barbara Hendricks arbeitet deshalb am "Aktionsprogramm Klimaschutz 2020", um die Ziele doch noch zu erreichen. Das Aktionsprogramm soll am 3. Dezember vom Kabinett verabschiedet werden. Der BUND hat in einem offiziellen Konsultationsverfahren Maßnahmen vorgeschlagen, die in diesem Programm stehen sollten. Auf unseren Aktionsseiten "Ruder Rumreißen" halten wir Sie rund um das Thema Klimaschutz auf dem Laufenden und stellen Ihnen die eingereichten Maßnahmen vor.
Ende vergangener Woche haben die Staats- und Regierungschefs der EU ein Klimapaket für die Jahre bis 2030 verabschiedet. Die Ergebnisse sind ernüchternd, die vereinbarten Maßnahmen werden nicht ausreichen um den Klimawandel abzubremsen. Von Ann-Kathrin Schneider, 28.10.2014
Die Europäische Union hat sich in dem Klimapaket dafür entschieden, bis zum Jahr 2030 nur minimal in Richtung saubere Energie umzusteuern: Die Emissionen sollen im Vergleich zu 1990 um 40 Prozent fallen, der Anteil der Ökoenergien am Energiemix soll 27 Prozent betragen und der Energieverbrauch soll um 27 Prozent niedriger sein als im Jahr 2007.
Die Emissionen sollen in allen wirtschaftlichen Bereichen reduziert werden: Verkehr, Industrie, Landwirtschaft und Energiesektor. Stromversorger und die energieintensive Industrie, die dem EU-Emissionshandel unterliegen, müssen ihre Emissionen bis 2020 um 1,74 Prozent und ab 2021 um jährlich 2,2 Prozent reduzieren. Jedoch wird es hier weiterhin Ausnahmen für die Industrie geben: Unternehmen, die im internationalen Wettbewerb stehen, müssen ihre Emissionen nicht so stark reduzieren – sie erhalten Verschmutzungsrechte gratis.
Gratis verschmutzen dürfen nicht nur die international orientierten Unternehmen. Auch Stromversorger können in bestimmten EU-Staaten weiterhin kostenlos Zertifikate erhalten. Der Emissionshandel ist das zentrale Instrument um Energieversorger und Industrie zum Klimaschutz zu bewegen. Werden, wie nun beschlossen, weiterhin gratis Emissionszertifikate vergeben, wird dieses Instrument ad absurdum geführt. Wenn es zu viele Zertifikate auf dem Markt gibt und deren Preise zu niedrig sind, haben die Unternehmen keinen wirtschaftlichen Anreiz ihre Emissionen zu reduzieren.
Für Deutschland wird das europäische Klimapaket kaum Auswirkungen haben. Wir werden unsere Emissionen hoffentlich schneller reduzieren, als von der EU vorgegeben. Unternehmen in Deutschland, die dem Emissionshandel unterliegen, werden ihre Emissionen ab 2020 ein wenig stärker reduzieren müssen, als bis 2020. Bindende nationale Ausbauziele für Ökoenergien gibt es nicht. Der Ausbau soll erreicht werden, indem die nationalen Energiepolitiken koordiniert werden. Auch beim Bereich Effizienz gibt es keine verbindlichen Maßnahmen oder nationalen Ziele – die Europäische Kommission soll lediglich Instrumente zur Energieeinsparung vorschlagen.
Das neue europäische Klimapaket symbolisiert den Abschied Europas von der Klimaschutzpolitik, und zwar aus drei Gründen:
Die Ziele sind viel zu niedrig um die schlimmsten Folgen des Klimawandels zu begrenzen und die globale Erwärmung auf unter zwei Grad zu beschränken. Mindestens 60, wenn nicht 80 Prozent weniger Emissionen in Europa hätten einen angemessenen Beitrag zum internationalen Klimaschutz leisten können.
Das EU-Klimapaket enthält keine verbindlichen Ziele für die Mitgliedsstaaten in den Bereichen Effizienz und erneuerbare Energien. Es ist völlig unklar, wer welchen Beitrag zur Erreichung der gesamteuropäischen Ziele leisten muss.
Die beschlossenen Klimaschutzinstrumente sind unbrauchbar, wie der Emissionshandel, oder zu vage, wie beim Stromsparen und beim Ausbau der sauberen Energien.
Für uns Bürger und Bürgerinnen bedeutet das, dass wir unsere Bemühungen für den Ausstieg aus der Kohleverstromung, das Verbot von Fracking, deutliche Energiesparmaßnahmen und die Energiewende von unten intensivieren müssen. Wir können die schlimmsten Folgen des Klimawandels, die unser Leben von Grund auf verändern werden, nur selbst abwenden. Die EU-Staats-und Regierungschefs haben uns das Heft soeben in die Hand gegeben.
Neuer FoE-Bericht zeigt: Shell und Regierung bleiben untätig
Eric Dooh zeigt die Ölverschmutzung seiner Heimat; Foto: Marten van Dijl, Milieudefensie
Drei Jahre nach der Veröffentlichung des ausführlichen UNEP-Umweltberichts sind die Zustände in Ogoniland weiterhin skandalös. Die über 800.000 Einwohner in Ogoniland leben weitgehend ohne Zugang zu sauberem Trinkwasser. Grundwasser und Ackerboden sind mit krebserregendem Benzol verseucht, teilweise übersteigen die Werte seit Jahren die von der Weltgesundheitsorganisation (WHO) festgelegten Grenzwerte um das 900-fache. Die Atemluft ist durch giftige Kohlwasserstoffe verpestet, in den Seen gibt es fast keine Fische mehr. Die Mangrovenwälder als einzigartiger Lebensraum sind stark geschädigt, vielfach sind Wurzeln und Stämme der Bäume mit einer ölhaltigen Schicht bedeckt.
Die Existenzgrundlagen der Bauern und Fischer sind zerstört, die Bevölkerung lebt unter höchsten gesundheitlichen Risiken und ohne landwirtschaftliches Einkommen. Die durchschnittliche Lebenserwartung liegt mit 41 Jahren 20 Prozent unter dem bereits niedrigen Durchschnitt Nigerias von 52 Jahren.
Der BUND fordert, dass Shell sofort mit der dringend überfälligen Sanierung von Ogoniland beginnt.
Nachhaltige Entwicklung – generationengerecht und umweltfreundlich
Hände schützen Pflanze, Foto: www.istockphoto.com
Eine "nachhaltige Entwicklung" ist eine Entwicklung, die den Bedürfnissen der heutigen Generation entspricht, ohne die Möglichkeiten künftiger Generationen zu gefährden. Kernelemente sind die weltweite Bekämpfung der Armut und die Anerkennung der ökologischen Grenzen des Wirtschaftens. Denn die natürlichen Ressourcen und die Aufnahmekapazität der Erde für Schadstoffe sind begrenzt. Der BUND setzt sich für eine ökologisch und sozial nachhaltige Entwicklung ein.
Kommunen zukunftsfähig machen
Klimaneutral wirtschaften, integrierte Verkehrskonzepte durchsetzen, Innenstädte sanieren, anstatt weiter auf der grünen Wiese zu bauen: Kommunen sind ein wichtiger Akteur für ein zukunftsfähiges Deutschland. Hier zeigt sich vor Ort lebensnah und praktisch, was eine nachhaltige Politik mit guten Konzepten erreichen kann.
Dreiviertel der deutschen Bevölkerung leben in Städten. Auch damit haben die Kommunen großes Potenzial, zur Umsetzung der nationalen Nachhaltigkeitsziele beizutragen. Dabei geht es um mehr als Umweltpolitik: Nachhaltigkeit heißt, dass Umwelt- und Sozialpolitik zusammengedacht und wirtschaftliche Fragen einbezogen werden. Im Idealfall entlastet der kommunale Klimaschutz die knappen Haushaltskassen – anstatt zu einer finanziellen Belastung zu werden.
Blick auf Ravensburg, Foto: G. Giebener / pixelio.de
In Ravensburg setzen Kommunalpolitiker in mehreren Schlüsselbereichen auf Nachhaltigkeit: Die öffentliche Verwaltung schafft Büromaterialien und Möbel nach ökologischen, fairen Kriterien an, der Bau auf der grünen Wiese wird vermieden und dafür eine lebendige Innenstadt gefördert.
Kommunale Suffizienz-Politik – für ein gutes Leben
"Es geht uns doch gut, wir haben genug": Mit diesem Argument hat der Bund Naturschutz die Menschen auf der Straße vor zwei Jahren erfolgreich überzeugt, gegen eine dritte Startbahn für den Münchner Flughafen zu stimmen. Ausreichen, genügen – das ist die Bedeutung des lateinischen "sufficere".
In städtischen Gärten, mit Repair-Cafés und Leihläden setzen sich zahlreiche Initiativen – auch der BUND vor Ort – landauf landab ein für Zeitwohlstand, gemeinschaftliche Nutzung und weniger Konsum. Politik und Verwaltung sind gefragt, einen Rahmen zu schaffen – und eigene Perspektiven einer Suffizienz-Politik zu entwickeln: Weniger auf der grünen Wiese zu bauen, das Fahrrad zum Dienstfahrzeug Nummer Eins zu machen, überflüssige Beleuchtung abzuschalten. Schulen, Behörden und Unternehmen zu ermöglichen, sich selbstverständlich am Strom sparen zu beteiligen, ohne dabei an bürokratischen Hürden zu scheitern.
Regionale Lebensmittel, Foto: Gabriele Rohde / 55953571 / fotolia.com
An ihre Markthalle nur mit regional erzeugten Lebensmittel mussten sich die Ravensburger erst einmal gewöhnen – doch sind sie überrascht, wie vielseitig und schmackhaft man sich im Wechsel der Jahreszeiten aus der Region versorgen kann.
Gute Beispiele gesucht – wer geht voran?
Fahrradfahrer auf einer Brücke, Foto: lenkusa / 61309496 / fotolia.com
Seit über 20 Jahren erlaubt die Stadt Ravensburg keine Ansiedlungen von Einzelhandel und Märkten auf der grünen Wiese. In der Bauernmarkthalle mitten im Zentrum gibt es täglich frische Lebensmittel – nur von regionalen ErzeugerInnen.
Die Stadt Kopenhagen hat in ihrer Fahrradstrategie ehrgeizige Maßnahmen und Ziele verankert, um bis 2025 einen Radverkehrsanteil von 50 Prozent zu erreichen: Neben sicheren und gut instand gehaltenen Fahrradwegen, komfortablen Leihsystemen und Parkplätzen plant die Stadt auch, Abkürzungswege speziell für den Fahrradverkehr zu schaffen, etwa mit einer Brücke ausschließlich für Radfahrerinnen und Fußgänger.
Die Stadt Frankfurt/Main belohnt mit ihrer Kampagne "Frankfurt spart Strom" sowohl Privathaushalte als auch Unternehmen für jede gesparte Kilowattstunde Strom. Frankfurter Schulen haben im Rahmen einer Energieeinsparaktion bereits 1,1 Millionen Euro an Energiekosten eingespart – 50 Prozent des eingesparten Geldes ging direkt an die betroffenen Schulen. So leisten Städte und Gemeinden einen wertvollen Beitrag zu weniger Energie- und Ressourcenverbrauch. Und sie schaffen Bedingungen, die ihren BewohnerInnen einen ressourcenleichteren Lebensstil ermöglichen.
Wo liegen die Chancen und Grenzen kommunaler Suffizienz-Politik? Was geht – und was geht nicht? Unter dieser Überschrift stellt der BUND aktuell Vorreiter und gute Beispiele zusammen.
Bürger beteiligen – besser entscheiden
Bürgerbeteiligung ist eine Chance für die nachhaltige Gesellschaft. Wo Menschen wirklich mitreden, kann auch das verloren gegangene Vertrauen zwischen Staat und BürgerInnen wieder repariert werden. Doch die Herausforderungen sind groß: Wie können komplexe Infrastrukturprojekte – etwa im Energie- und Verkehrsbereich – demokratieverträglich auf den Weg gebracht werden? Was brauchen BürgerInnen, um politische Entscheidungen zu verstehen und ihre Stimme zu erheben?
Dazu müssen die gesetzlichen Rahmenbedingungen verbessert werden. Denn die Bürgerdemokratie braucht Transparenz von Entscheidungen, verbindliche Beteiligungsverfahren und auch die direkte Demokratie – auf Bundesebene und in den Kommunen.
Handreichung zur Bürgerbeteiligung: So geht's!
Titelbild
Die Bäume einer Allee am Stadtrand sollen gefällt werden – was tun? Wie können Bürgerinnen und Bürger aktiv werden: Wie erreichen wir, dass sich der Gemeinderat mit dem Thema befasst, wie funktioniert ein Bürgerantrag, wer kann eine Bürgerversammlung einberufen?
Ein Platz wird neu gestaltet, die Stadthalle umgebaut, ein Verkehrskonzept erstellt: Immer öfter laden Kommunen Bürgerinnen und Bürger ein, sich zu beteiligen. Die Kommune kann so kostbares Fach- und vor allem aber Alltagswissen aus der Bürgerschaft einbeziehen. Auf Seiten der Verwaltung wächst die Einsicht, dass dies unterm Strich eine große Arbeits- und Kostenersparnis bedeuten kann. Doch welche Qualität sollten die Angebote aufweisen, damit das Mitmachen lohnt?
Die Handreichung "1x1 der Bürgerbeteiligung vor Ort" gibt einen Überblick zu den vielfältigen Instrumenten vor Ort – einen Einblick in die Gemeindeordnungen der Bundesländer (Bürgerantrag, Bürgerbegehren & Co.) und in die Verfahren in den Kommunen (Planungszellen, Onlineforen, Bürgerhaushalt). Angereichert ist der Text um gute Beispiele, weiterführende Links, konkrete Tipps und Anregungen für die eigene Kommune.
Ihr Feedback ist willkommen: Sagen Sie uns, was Ihnen gefällt, und was fehlt! Schicken Sie uns Ihre guten Beispiele und Erfahrungen.
Sunday, November 9, 2014
Beyond the 2014 Elections- Alperovitz
Playing the Long Game
from Truthout.org
Sunday, 09 November 2014 00:00
By Gar Alperovitz, Truthout | Op-Ed
font size decrease font size increase font size Print 7 Email
Richmond Mayor Gayle McLaughlin addresses community members and Chevron officials during a public meeting in Richmond, Calif., Dec. 19, 2012. Chevron has spent millions in recent years trying to shore up its relationship with Richmond, Calif., but in the recent election their extremely well-funded corporate challenge was defeated. (Photo: Jim Wilson / The New York Times)
Richmond Mayor Gayle McLaughlin addresses community members and Chevron officials during a public meeting in Richmond, Calif., Dec. 19, 2012. Chevron has spent millions in recent years trying to shore up its relationship with Richmond, Calif., but in the recent election their extremely well-funded corporate challenge was defeated. (Photo: Jim Wilson / The New York Times)
The 2014 midterms did not change the dominant reality we face - one of substantial ongoing political stalemate and decay - and this sets the terms of reference for those serious about long-term fundamental change.
There have been endless post-mortems on the 2014 midterm elections, complete with explanations proffered as to why Democrats and their allies failed so spectacularly, and projections of doom and gloom lasting until the next election cycle. However, in a profound sense this election changes very little. The dominant reality we face is one of substantial ongoing political stalemate and decay, and this sets the terms of reference for those serious about long term, more fundamental change.
First things first: There is little indication that, even when elected, Democrats employing traditional liberal strategies will have the capacity to change most of the deteriorating or stagnating economic, social, and environmental trends - including, among others: rising inequality, high levels of poverty and child poverty, continued discrimination against women and minorities, declining corporate taxation, staggering levels of incarceration, increasing corruption of the political system and a rapidly changing climate.
New Revelations About the CIA in Brazil and Indigenous People
Military Personnel Trained by the CIA Used Napalm Against Indigenous People in Brazil
from: Truthout.org
Sunday, 09 November 2014 00:00
By Santiago Navarro F., Renata Bessi and Translated by Miriam Taylor, Truthout | News Analysis
font size decrease font size increase font size Print 28 Email
Indigenous people of ethnic Pataxo struggle to return their lands. In October 2014, they closed the highway to pressure the government.
Indigenous people of ethnic Pataxo struggle to return their lands. In October 2014, they closed the highway to pressure the government. (Photo: Santiago Navarro F.)
For the first time in the history of Brazil, the federal government is investigating the deaths and abuses suffered by Indigenous peoples during military dictatorship (1964-1985). The death toll may be twenty times more than previously known.
Just as in World War II and Vietnam, napalm manufactured in the US burned the bodies of hundreds of indigenous individuals in Brazil, people without an army and without weapons. The objective was to take over their lands. Indigenous peoples in this country suffered the most from the atrocities committed during the military dictatorship (1964-1985) - with the support of the United States. For the first time in Brazil's history, the National Truth Commission, created by the federal government in 2012 in order to investigate political crimes committed by the State during the military dictatorship, gives statistics showing that the number of indigenous individuals killed could be 20 times greater than was previously officially registered by leftist militants.
Unlike other crimes committed by the State during that time period, no reparations or indemnification for the acts have been offered to indigenous people; they were not even considered victims of the military regime. "From the north to the south and from the east to the west, accusations of genocide, assassination of leaders and indigenous rights defenders, slavery, massacres, poisonings in small towns, forced displacement, secret prisons for indigenous people, the bombing of towns, torture, and denigrating treatment were registered [with the State Truth Commissions]," Marcelo Zelic, vice president of the anti-torture group Never Again - SP, one of the organizations that makes up the Indigenous Truth and Justice Commission, created in order to provide documents and information to the National Truth Commission - told Truthout during an audience with the Truth Commission of San Pablo open to journalists.
2014.11.6.Bessi.1
Pau de Arara device developed during the Brazilian military dictatorship. It can also refer to a physical torture technique designed to cause severe joint and muscle pain, as well as headaches and psychological trauma. (Photo: Indigenous Truth and Justice Commission of Brazil)
Guaraní leader Timoteo Popyguá is from the El Dorado community in the state of Sao Paulo. He tells of his parents and grandparents, who lived in the municipality of the Manguerinha region in southern Brazil's Paraná state, and who were victims of the military regime. Popyguá explained to Truthout that his relatives were forcibly removed from their lands, and those who managed to stay suffered from a drastic reduction in their territories. Because these indigenous groups require "ample space" for the reproduction of their cultural life, according to him this is another form of violence that they were subjected to. "My parents were victims of abuses, chained to tree trunks. The reason was land," he says. "There must be reparations for the loss of our land and our culture."
Thursday, November 6, 2014
Updates: Climate, Fukushima & Renewable Energy Solutions- WWF & Greenpeace
Andy Murray becomes global ambassador for WWF to help fight poaching and illegal wildlife trade
0 0 New
Posted on 06 November 2014 |
Tennis star Andy Murray has today become a global ambassador for WWF supporting the fight against poaching and illegal wildlife trade. The world number eight seed will be helping to raise awareness through an initiative in Nepal that trains dogs to track down poaching activity within Chitwan National Park.
Andy who is well known for his love of dogs will be raising vital funds throughout his tennis tour next year to support this crucial work in Nepal.
Nepal is home to magnificent species such as tigers, rhino and elephant - all of which are under threat due to poaching for the illegal trade in animal parts. As Nepal has long been a key transit route for these products, the programme aims to prevent poachers smuggling animal parts out of the park.
The sniffer dog training is a unique new plan that will work alongside WWF’s current wildlife trade programme in the country. In honour of Andy’s support a new puppy that will be part of the elite training team will be named ‘Murray’ www.wwf.org.uk/andy.
Andy Murray said:
“It’s a shocking fact that the rise in rhino poaching increased by 7,700% between 2007 and 2013 and as few as 3,200 tigers remaining in the wild so anything we can do to deter poachers is a positive step in the right direction. I’ve followed WWF’s work on the illegal wildlife trade for a while now and been looking for a way to support the campaign. I think it’s incredibly important that this trade is prevented and the sniffer dog programme seemed like the perfect venture for me to get behind. I know from my own dogs how clever they can be and it’s fascinating how these sniffer dogs communicate with their handlers. I’m also really looking forward to going to see Murray at work at some point in the near future.”
Heather Sohl, Chief Species Advisor at WWF-UK, said:
“We’re delighted that Andy has joined us in our quest to fight the illegal wildlife trade and this programme seems the perfect fit for him. We’re looking forward to sharing news of Murray’s progress with him as well as from the wider team of sniffer dogs in Nepal. Illegal wildlife products are often difficult to detect so it is vital if we are to stop the trade for us to continually find new ways of identifying products being transported across the borders. With the right training, sniffer dogs can be used to trace wildlife parts, such as rhino horn, tiger bones and tiger skins.”
As part of a global programme to combat poaching and illegal wildlife trade WWF also initiates the use of cutting edge technologies, such as managing patrolling using GPS and databases, using unmanned aerial vehicles to monitor, detect and deter poaching - along with the use of sniffer dogs, for the very first time.
India gets its first MSC certified fishery
0 0 New
Posted on 05 November 2014 |
Kochi/New Delhi: Sustainable fisheries in the developing world have taken a significant step forward today with the certification of India’s first clam fishery in Kerala, southern India.
The Ashtamudi short neck clam fishery is only the third fishery in Asia to have received this recognition.
“WWF-India initiated the MSC Certification of the Ashtamudi short-neck clam fishery in 2010 recognising the possibility of bringing in global sustainability standards for the benefit of conservation and local livelihoods. We are very pleased to see the culmination of these efforts with the recognition of India’s first MSC certified fishery” said Ravi Singh, Secretary General & CEO, WWF-India.
The clam fishery in Ashtamudi dates back to 1981 and supports the livelihoods of around 3000 fishers involved in collection, cleaning, processing and trading the clams. Ashtamudi Lake is a Ramsar wetland of international importance and has extensive mangrove habitats harboring nearly 90 species of fish and 10 species of clams.
The growth of Ashtamudi’s commercial fishery was driven by demand in Vietnam, Thailand and Malaysia in the 1980s and 1990s. By 1991, the catch peaked at 10,000 tonnes a year, but declined 50% in 1993 due to overfishing.
A closed season and mesh size restrictions for nets were introduced, along with a minimum export size and a prohibition on mechanical clam fishing. These measures showed immediate effects, and the clam fishery has sustained landings of around 10,000 tonnes a year for the past decade.
“We are extremely pleased to see this small-scale fishery become the first in India to be certified to the MSC’s global standard for sustainable fishing. It will be an important addition to the growing number of developing world fisheries that are demonstrating their sustainability through the MSC’s certification program,” said David Agnew, MSC Standards Director.
MSC certification will mean the implementation of measures to ensure that this valuable resource is not overfished and its ecosystem is protected. It also opens up the scope for other fisheries in India to work towards MSC certification that will enhance conservation and sustainability of the resource while providing greater economic returns.
The MSC certification was a joint effort by WWF, the Central Marine Fisheries Research Institute (CMFRI) and the Kerala State Fisheries Department and the local fishing community. The certification demonstrates the power of collaboration between partners and the importance of grass-roots activism of fishers to protect the environment and their livelihoods.
No more debates on climate science, over to leaders
Posted on 02 November 2014 | 0 Comments
(Switzerland) – Today in Copenhagen, the Intergovernmental Panel on Climate Change released the final volume of its Fifth Assessment Report (AR5). The report represents seven years of work by more than a thousand scientists globally from 160 countries.
Commenting on the report, Samantha Smith, leader of WWF’s Global Climate and Energy Initiative says:
The world’s best climate scientists have given us a solid, thorough and conservative measuring stick for the global effort on climate change. This report has been approved by all 195 IPCC member governments as well as scientists. It represents an extremely broad and global scientific consensus on climate change.
It tells us that climate change is already affecting people and nature everywhere. Ocean acidification, sea level rise, extreme heat events, and profound changes in the Arctic show that climate change is already a fact. It tells us that we are the cause, and that our addiction to fossil fuels is the overwhelming source of the pollution that is changing our climate.
But while the report details the dire effects of an unstable climate, it also spells out a clear path to a cleaner, safer future. Its key findings are:
1) The world can afford to fight climate change. This will neither harm economies nor stop development – to the contrary. What is clear is that inaction will be much more costly, even when considering conservative estimates.
2) It is not too late to avoid catastrophic climate change. Rapid, decisive action to get out of fossil fuels in particular can keep global temperature increases under 2º Celsius, which is the threshold indicated by science to avoid dangerous climate change, and agreed by governments.
3) There is a carbon budget – a limit on how much we can emit - and we have already used most of it. Globally, emissions must go down quickly, with emissions peaking this decade and going to zero mid-century if we want to avoid catastrophic climate change. Governments, businesses and indeed all of us must move beyond small steps, and move into phasing out fossil fuels completely.
4) Adaptation to climate change is critical, but there are sharp limits to it. Without immediate action on emissions and limiting impacts, adaptation will not be sufficient to protect lives, livelihoods and the natural world on which people depend.
5) Whether we act to cut emissions and adapt raises issues of equity, justice and fairness. If we fail to act, we jeopardise efforts to reduce poverty and endanger food, water and livelihoods for many of the world’s poor. We also leave today’s youth and future generations with a nearly insurmountable challenge.
In New York in September, people from all parts of society marched to demand action. Faith leaders, business, trade unions, students, grassroots organisations, civil society groups and individual citizens have called on governments to act swiftly and with ambition. Now, it is their turn – to use their broad mandate, provide the billions needed for this transition, and agree on the way forward for a global climate deal in Lima.
EU leaders out of touch with climate reality
0 0 12
Posted on 24 October 2014 | 0 Comments
(GLAND, Switzerland, 24 October 2014) - Europe’s new climate and energy targets for the period 2020–2030 show a leadership out of touch with climate reality, said WWF’s Global Climate and Energy initiative leader Samantha Smith.
“The reality is that climate change already threatens people and nature. Yet the scale of ambition we need to tackle climate change is missing from the emission reduction, renewable energy and energy efficiency targets announced today by the EU Council. We are still waiting for targets that will fight climate pollution and drive rapid, just divestment out of fossil fuels and into the renewable, efficient economy of the future,” she says.
“The world just experienced the warmest six months ever recorded. Severe heatwaves and flash floods are now hallmarks of European seasons; already developing countries are experiencing severe impacts of climate change. For both, the worst is yet to come.
“This climate reality and the latest climate science call for drastic action by governments – and the EU has failed its citizens and the citizens of the world by caving in to vested and political interests. We can only hope that European leaders will rise to the challenge in 2015, when they submit the EU’s targets for cutting climate pollution to the global negotiations for a climate agreement,” says Smith.
“But what makes the weak package even worse is that ambitious climate and energy targets would have massive benefits for EU citizens - less pollution, better health and fewer premature deaths, as well as new, more secure job opportunities and energy independence. The EU has missed a big opportunity to reclaim its global leadership position and set the pace to a new global climate deal in Paris in December 2015,” she says.
"European leaders are sacrificing our futures on the altar of politics, and the coming months will be crucial to avoid the worst implications of this decision," says WWF’s head of EU climate and energy policy Jason Anderson. “The EU will need to review its target, as it is asking other countries in the UN to do. Those Member States who see the benefits of climate action will try to fill the void with domestic policy, but action will be fractured, and an EU policy response will be necessary.”
Alpine lifelines on the brink
5 0 25
Posted on 20 October 2014 |
Gland, Switzerland – Only one in ten Alpine rivers are healthy enough to maintain water supply and to cope with climate impacts according to a report by WWF. The publication is the first-ever comprehensive study on the condition of Alpine rivers.
The landmark WWF study, Save the Alpine Rivers, found that only 340 kilometers of large Alpine water systems remain ecologically intact compared to 2,300 kilometers of heavily modified or artificial stretches of river.
“Healthy rivers, streams, wetlands and floodplains provide a suite of ecosystem services including fresh water and flood protection,” said Christoph Litschauer, Head of WWF’s European Alpine Freshwater Program. “These systems are essential for human livelihood. Beyond basic services, we also have to look at healthy natural rivers as one of our best insurance policies against climate change.”
The high mountain ranges of the Alps function as water towers for 14 million people from eight countries. The rivers that drain these mountains provide household and agricultural water, food, fisheries, energy, jobs and recreation.
The study, carried out with Vienna’s University of Natural Resources and Life Sciences, assesses the current status of 57,000 kilometers of river and found 89 out of 100 Alpine rivers are already substantially harmed. Only 11 per cent of rivers are in pristine condition, with the rest having been redirected, altered or impacted by hydro-electric dams.
“Many planned hydro-dams are situated in protected areas like the Soca in Slovenia or on pristine rivers like the Isel in Austria. These counteract current protection efforts,” continued Litschauer. “Rivers are more than mere energy suppliers; they need to be seen for the complete natural services they provide.”
In addition to damming and regulation of rivers, Alpine riverbanks are being converted to agricultural land and urban areas, reducing their natural ability to regulate floods.
Climate change was also identified as a threat to Alpine rivers in the report. This adds to the results of a separate study conducted for the Austrian government that found that temperature increase in the Alps is much higher than in other regions of the world. The temperature in the Alps has risen by 2°C within the last 200 years, far above the average global temperature increase of .85°C.
Following the costly and catastrophic floods that hit Europe in the past few years, WWF highlights the need to strengthen the resilience of water ecosystems and is calling on governments to prepare an action plan to protect and restore these rivers.
“Extreme weather events are increasingly likely and we must protect and strengthen the capacity of our ‘green infrastructure’ including living rivers and wetlands. The environment is changing and we must respond,” said Litschauer.
Despite being one of the most densely populated mountain ecosystems in the world, the Alps contain a variety of unspoiled wild places and are important for biodiversity. The WWF study defines no-go areas for hydro power plants and highlights river stretches for future restoration projects.
Learning the tragic lesson of Fukushima: No nuclear restart at Sendai
Blogpost by Jan Vande Putte - 31 October, 2014 at 14:00 8 comments
In March 2011, Japan suffered the worst nuclear catastrophe in a generation, with triple reactor core meltdowns and exploded containment buildings at the Fukushima Daiichi nuclear power plant.
The catastrophe was a stern warning about the perils of depending on nuclear power.
Legislation to promote renewable energy has meant the number of solar power installations has rocketed. With reactors going offline and being unable to restart due in large part to public opposition, Japanese citizens have enjoyed over a year in which no nuclear power plant has operated.
This progress could be reversed if the Abe administration gets its way and begins restarting reactors. The first two to be promoted for restart are at the Sendai nuclear plant in the Kagoshima prefecture, on Japan's southern island of Kyushu. These proposed restarts are not a done deal, as some news reports have suggested. Greenpeace wants Governor Ito and his officials in Kagoshima to respect the opinion of the majority of the prefecture's residents - and the Japanese public at large - and step in to keep Sendai closed.
It's a simple question of public safety: no reactors should be restarted. And especially not the two at Sendai which are situated in a coastal seismic zone next to a super volcano.
I was a member of the team of Greenpeace radiation experts that went to the Fukushima disaster zone 10 days after the catastrophe to investigate and expose the extent of radioactive contamination.
This week, we returned to Fukushima prefecture to continue to document the continuing nuclear crisis. Seeing the tragic reality of the people living there made us think about the people living in the shadow of the Sendai reactors.
A nuclear disaster is an unsolvable problem and ordinary people end up paying when they lose their livelihoods and communities.
Decontamination efforts at Fukushima, which began in 2012, have proved massively expensive and hugely intensive. Thousands of workers have invested tens of thousands of hours removing soil and cleaning houses, unfortunately with very limited success.
One result of the decontamination effort is clearly visible. Immense quantities of radioactive waste have been generated, and it keeps on multiplying. Along the roads, piles of large black bags. each holding around a cubic metre of radioactive waste, await transport to larger temporary storage sites.
We visited one of these sites in Kawauchi. In the breathtakingly beautiful setting of forests and mountains our first sight was of an immense area filled with bag upon bag of radioactive waste. At just this one site no less than 200,000 of these cubic-metre bags lie covered by green tarpaulins.
Around Fukushima there are thousands of similar nuclear waste storage sites.
The supposed 'decontamination' has succeeded only in relocating the radioactive
contamination. It's a huge problem without any real, safe solution.
Even these large-scale efforts are proving inadequate in lowering radiation exposure levels to government targets. As evacuation orders are lifted, people are moving back into areas that are still dangerously contaminated. Many residents are effectively being forced to return home, because within a year of the order to return they risk losing their already meagre compensation. Those living in contaminated areas face a terrible dilemma.
This week we again visited Myiakoji, the first village to have its evacuation order lifted. We were there a year ago when former residents were beginning to come to terms with the impact of the lifting of the evacuation order.
Last year our monitoring work found radiation levels were still higher than the government target despite a decontamination effort that had involved more than a thousand workers whose focus was on 200 homes.
Little in Myiakoji has changed. Radiation levels are similar to those in 2013. Of 5,600 measurements we took along the road, 34% were above the government's radiation target. Away from the roads, where no decontamination had been undertaken, we discovered considerably higher radiation levels.
In Kawauchi, another area where the evacuation order was lifted only a few weeks ago, 59% of our radiation measurements were over the target level and, again, we measured higher levels away from the roads.
Many of those who can afford to are staying away. Like Mrs. Watanabe who will never return to her beautiful home and mountain orchard that have been heavily contaminated by the Fukushima disaster. They are lost to her forever. She would rather live in relative safety in a tiny flat, and bear the heavy cost of building a new house elsewhere, than put her health at risk by returning to her mountain home and the land that she once so cherished.
It's the same story in Fukushima City, 60 kilometres from the Fukushima Daiichi nuclear plant. Initial measurements we took in a parking lot suggested it had been well-decontaminated. Compared to last year this was the first real progress of decontamination that we had observed.
But six metres from our first measurement point radiation levels jumped to way above the government target. There we found the ground was contaminated with approximately twelve and a half times more radioactive caesium than the level which would lead the Japanese government to classify it as radioactive waste. Officially, the levels of radioactivity in this parking lot would demand wearing radiation protection and approval by authorities to handle it.
As with everywhere else undergoing decontamination operations, radioactive waste is piled up throughout Fukushima City. On the outskirts, much of it has been shovelled into what were once citizens' gardens.
We also returned to the village of Iitate. We'd taken measurements back in 2011, ten days after the start of the disaster, when citizens had not yet been evacuated. It was still heavily contaminated, having suffered the full extent of the explosions at Fukushima with no shelter from any surrounding mountains that could have blocked some of the radioactive fallout.
The first thing that struck me on returning to Iitate was the heavy traffic – only this time the cars were mostly full of decontamination workers, and the trucks were filled with radioactive waste. Hundreds of workers were labouring intensively in a vain attempt at decontamination. At a rough guess, I would say that over 1,000 workers are engaged in trying to decontaminate this one place.
It appears to be a political operation, one designed to give the impression that even after a nuclear disaster the problem is "manageable". Radiation levels in Iitate show no prospect of falling to what is deemed acceptable. At not less than 96% of the locations we monitored radiation levels that exceeded the government's target level.
This is the overwhelming and unsolvable nature of a nuclear crisis. When a major nuclear disaster occurs, the damage is long-lived, pervasive, and impossible to rectify. It generates enormous amounts of waste for which there is no safe storage. It literally destroys entire communities and people's way of life.
Fukushima's citizens are having to live with the gross injustice of having lost everything to a nuclear disaster for which they were in no way responsible. Now they are being stripped of the meagre and inadequate support they received as they are effectively forced back into radioactively contaminated areas.
They are being offered up purely for political reasons amid the Japanese government's effort to restart nuclear reactors. From the perspective of public safety and human rights there is only one just and fair policy: if citizens do not want to return to contaminated communities, where they cannot work safely in the fields or forests as many once did, they should receive adequate compensation that allows them to establish new lives for themselves elsewhere.
But, if the Abe government gets its way, not only will more Fukushima victims be stripped of their already inadequate compensation, but more Japanese citizens will continue to live with the looming threat of a similar disaster and the same grossly unjust and inhumane fate.
Japan has been nuclear-free for over a year, and no electricity blackouts have occurred. The Japanese government should turn its back on nuclear power and instead opt for an energy policy based on improving energy efficiency and expanding renewable energy. This would protect its citizens from a repetition of the horrors of Fukushima and set the country on track to meet its climate commitments by 2020.
Governor Ito, and his officials in the Kagoshima prefecture where the Sendai nuclear plant is located should heed the lessons of the Fukushima catastrophe and go all-out for a clean and risk-free energy future.
Jan Vande Putte is a specialist in radiation safety who trained at the Technical University of Delft. He has participated in environmental surveys of radioactive contamination in Belgium, France, Japan, Russia, Spain and Ukraine. He is an energy campaigner with Greenpeace Belgium.
This 'boom' might save the world - 10 quick facts about renewable energy
Blogpost by Kaisa Kosonen - 30 October, 2014 at 10:00 4 comments
As the world's leading climate scientists finalise the latest and most comprehensive report on climate change and ways to tackle it, a key question is: What is new? What has changed since the release of the UN climate panel's last Assessment Report (AR4) in 2007?
On the 'solutions' side, the answer is pretty straightforward:
Nuclear power hasn't changed much. IPCC notes that nuclear capacity is declining globally and that, from safety to financial viability, nuclear power faces many barriers. "Carbon capture and storage" (CCS) isn't really breaking the mold either. Although the IPCC identifies a need and potential for future CCS-aided emission reductions, in reality, CCS isn't delivering and, since 2007, "studies have underscored a growing number of practical challenges to commercial investment in CCS".
The big news is the breakthrough in new renewable energy
In just a few years, solar and wind technologies have grown so competitive and widespread that they are gradually reshaping common perceptions of climate change mitigation. 'Saving the climate is too difficult and too costly' is becoming 'We can do this!' Even in purely economic terms, renewable energy (RE) is set to gradually outcompete fossil fuels. According to the IPCC:
"Since AR4, many RE technologies have demonstrated substantial performance improvements and cost reductions, and a growing number of RE technologies have achieved a level of maturity to enable deployment at significant scale (robust evidence, high agreement)."
So, what does the mean in practice? Here are 10 quick facts:
1. There's now 15 times more solar power and three times more wind power in the world than in 2007.
2. The costs of solar and wind have declined profoundly. Renewables are increasingly the cheapest source of new electricity.
According to the IRENA, the price of onshore wind electricity has fallen 18% since 2009, with turbine costs falling nearly 30% since 2008, making it the cheapest source of new electricity in a wide and growing range of markets.
In places as diverse as Australia, Brazil, Mexico, South Africa, Turkey, India and throughout the US, the cost of electricity production from onshore wind power now is on par with, or lower than, fossil fuels.
For solar, the speed of cost decline has been even more dramatic. Solar photovoltaic (PV) prices have fallen by 80% since 2008 (!) and are expected to keep dropping. Solar can now increasingly compete with conventional energy without subsidies.
In 2013, commercial solar power reached grid parity (i.e. the point at which it is comparable or cheaper to produce electricity with solar than purchase it from the grid) in Italy, Germany and Spain and will do so soon in Mexico and France.
3. Renewables are now mainstream: In the OECD countries, 80% of new electricity generation added between now and 2020 is expected to be renewable.
In the non-OECD countries, conventional power still dominates, but renewables are already the largest new generation source. Given China's recent action to curb coal use and restrict new coal plants in some regions, the projection on new conventional generation may still change.
4. Individual countries are already reaching high shares of wind, solar and other renewables
In Spain, wind power was the country's top source of electricity in 2013, ahead of nuclear, coal and gas. Renewables altogether supplied 42% of mainland Spain's electricity in 2013, and 50% in the first half of 2014.
In Denmark, wind provided for 41% of the country's electricity consumption in the first half of 2014.
In South Australia, wind farms produced enough electricity to meet a record 43%of the state's power needs during July 2014.
In the Philippines, renewable energy – mainly geothermal – provides 30% of the country's electricity.
In the United States, the states of Iowa and South Dakota produced about 24% of their electricity with wind in 2012. Altogether nine US states were producing more than 10% of their electricity with wind.
In India, the state of Tamil Nadu already gets 13% of its electricity from wind.
5. Any country can now reach high shares of wind, solar power cost-effectively, says the International Energy Agency.
6. Renewable energy now provides 22% of the world's electricity.
By 2030, wind energy alone could produce a fifth of world's electricity.
7. Growth rates prove how fast renewables can be deployed and scaled up.
In just two years, Japan has installed 11 GW of solar energy. In terms of electricity, that equals more than two nuclear reactors (building a nuclear plant typically takes a decade or more). Furthermore, Japan has approved 72 GW of renewable energy projects, most of which are solar. This compares to about 16 nuclear reactors, or about 20 coal fired power plant units.
Last year, China installed as much new wind power as the rest of the world combined. This is as many solar panels as the US installed in the past decade. In four years, China aims to double its wind capacity and triple its solar capacity.
In just three years, Germany has increased its share of renewable energy in power from 17% to 24%. Solar alone produced 30 TWhs of electricity last year, which is equal to the output of about four German nuclear reactors.
Sub-Saharan Africa will add more wind, solar and geothermal energy in 2014 than in the past 14 years in total, while India aims to boost its solar PV capacity more than six-fold in less thank five years, by adding 15 GW by early 2019.
8. Leading investment banks are advising investors to go renewable.
Here's where the renewables breakthrough is truly visible: annual new investments into clean energy have doubled since 2006/2007, with 16% growth recorded so far for this year.
Leading investment banks are advising investors to go renewables.
Citi declared in March this year that the Age of Renewables is Beginning. Renewables are increasingly competitive with natural gas in the US, while nuclear and coal is pretty much out of the game already.
Deutsche Bank considers solar to be competitive without subsidies now in at least 19 markets globally. They also see prices declining further in 2014. HSBC analysts suggest wind energy is now cost competitive with new coal energy in India, and solar will reach parity around 2016-18.
UBS analysts, according to the Guardian, suggest that big power stations in Europe could be redundant within 10-20 years! Technological advances, like electric cars, cheaper batteries and new solar technologies are turning dirty power plants into dinosaurs faster than expected.
9. Renewable energy delivers for communities and builds resilience.
Not having access to electricity means missing out on many opportunities in life. This is still reality for about 1.3 billion people in the world. But now, renewable energy is making energy access more achievable. Its technologies are by now significantly cheaper than diesel or kerosene- based systems, and cheaper than extending the grid in areas with low populations and per capita energy demand.
Local, clean solutions, like microgrids running on solar, give poorer smaller communities control over their own energy destiny. The systems are relatively cheap to maintain and the people living off of their own renewably sourced electricity are not beholden to volatile fossil fuel prices or the unsustainable demands of the massive energy conglomerates.
10. 100% renewable energy is the way to go.
Renewable energy can meet all our energy needs. As the IPCC finds, the technical potential is much higher than all global energy demands.
100% renewable energy is what communities, regions, cities – even megacities – and companies are already making a reality through courageous actions and targets.
Sydney, the most populated city in Australia, is going to switch to 100% renewable energy in electricity, heating and cooling by 2030. The colder cities are on board too: three Nordic capitals (Oslo, Stockholm and Copenhagen) have all set goals for 100 % renewable energy, while Reykjavik is meeting it already.
Germany's windy state of Schleswig-Holstein will probably achieve 100% renewable electricity already this year, while Cape Verde, an Island country in Africa, aims to get there by 2020. In Denmark, the whole country aims to meet all its heat and power with 100% renewables in just 20 years and all energy, transport included, by 2050.
There's plenty, plenty of more, see for example here and here.
Going 100% renewables is a smart business decision too, says leading businesses, including BT, Commerzbank, H&M, Ikea KPN, Mars, Nestle, Philips and Swiss Re. They are campaigning for a goal that by 2020, 100 of the world's largest companies will have committed to 100% renewable power.
Renewable sustainable energy sources are no longer the stuff of science fiction. Every day there are more and more examples of it being used and improved upon across our fragile planet.
Yet, clean energy hasn't won just yet. The powerful fossil fuel industry with their allies are fighting back hard, with the help of hundreds of billions of government subsidies they are still enjoying annually.
This raises the question: where do you want to be? Stuck in the dark ages of fossil fuels, or basking in the sun and wind of a clean energy future?
Kaisa Kosonen is a Climate Policy Advisor with Greenpeace Nordic.
Subscribe to:
Posts (Atom)